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Melhores do ESG: iniciativas pioneiras em educação geram uma nova cultura

Praticadas e ensinadas dentro de escolas e faculdades, práticas ambientais, sociais e de governança alcançam os futuros líderes do mercado de trabalho

Não há setor da economia que não esteja sendo transformado neste momento. As exigências profissionais mudam na mesma velocidade com que carreiras tradicionais desaparecem e dão lugar a novas atividades – que por sua vez também serão transformadas em poucos anos. Nesse cenário, a educação não pode mais repetir padrões do século passado. Conhecimentos tradicionais não são mais suficientes.

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Diferentes iniciativas no Brasil investem na transformação do ensino – um processo que foi acelerado pela pandemia e que agora pode acelerar a mentalidade, pessoal e profissional, a respeito da importância das ações de sustentabilidade, visão social e governança. Foi para apresentar algumas dessas propostas que o quinto dia do evento Melhores do ESG foi inteiramente dedicado à educação.

Sete especialistas, divididos em dois painéis, apresentaram iniciativas e perspectivas. O segundo evento contou com a moderação de Rodrigo Godoy, head da Exame Academy, o dia dedicado à educação apresentou a experiência de Maíra Habimorad, CEO do Inteli (Instituto de Tecnologia e Liderança).

“A escola nada mais é do que um exercício de cidadania. Construir o senso de pertencimento da comunidade e expandir para fora dos muros da escola é uma grande responsabilidade”, declarou.

Já para Ari de Sá Neto, Fundador e CEO da Arco Educação, a meritocracia só funciona quanto as oportunidades são niveladas, e a aplicação da tecnologia ao ensino tem o potencial de realizar essa transformação – que pode levar também a uma mudança de mentalidade. “O Brasil não tem tradição em filantropia. Nossas escolas e nossas empresas podem ajudar a criar a mentalidade de que é importante dar um retorno para a sociedade quando alcançamos sucesso.”

Oportunidades

Para Duda Falcão, Co-CEO do Eleva Educação e Diretora Executiva da Escola Eleva, a escola não se limita mais apenas ao espaço tradicional da sala de aula. “É importante aprender as matérias tradicionais. Mas a escola está ampliando seu olhar para a comunidade, para o papel da cidadania”, disse ela durante o painel.

“O pilar dedicado à inteligência de vida, ao comportamento em sociedade, é tão importante quanto o conhecimento tradicional, que por sua vez caminha lado a lado com a capacidade de comunicação e ao senso crítico”, relatou, lembrando que o grupo Eleva criou uma matéria eletiva de sustentabilidade e outra sobre o papel da mulher no século 21.

E fim, Elizabeth Martos, Coordenadora de Pós Graduação na Trevisan Escola de Negócios e Diretora de Compliance da Aderatech Compliance, lembrou que, ao educar os novos profissionais para as práticas de ESG, as instituições de educação geram uma espécie de “carma bom”: “Para cada pessoa que educamos para as práticas de ESG, conseguimos alcançar muitas outras”.

Desafios

Mas as iniciativas promissoras ainda esbarram em uma série de dificuldades. Afinal, a pandemia acentuou desigualdades socioeconômicas, que ficam especialmente evidentes para o setor educacional. O atendimento oferecido para 40 milhões de alunos do ensino básico e 8 milhões matriculados no nível superior, que já apresentava problemas antes de 2020, vê agora a crise se acentuar.

Para tratar dessa questão, Neca Setubal, Presidente do Conselho de Administração Fundação Tide Setubal e do GIFE (Grupo de Institutos Fundações e Empresa), Ana Maria Diniz, Presidente do Instituto Península, eEduardo Mufarej, Fundador da Good Karma Ventures, conversaram com Mariana Oiticica, Sócia do BTG Pactual, co-head de ESG & Investimento de Impacto.

“Estamos no pico da pandemia. E as periferias estão com fome. Sem olhar para esse problema, vai ser muito difícil avançar na educação”, lembrou Setubal.  “O padrão da nossa educação básica já era muito baixo. Para complicar, fomos um dos países do mundo que mais tempo ficaram sem aulas”, reforçou Diniz. “Nem mesmo o ensino privado vai bem. A educação de elite no Brasil não chega na metade do caminho do que está acontecendo hoje no mundo desenvolvido”, complementou Mufarej.

Por outro lado, como lembrou Neca Setubal, a crise sanitária aproximou as instituições de ensino das comunidades onde elas estão inseridas. “A articulação da escola com a comunidade é fundamental. Ela aconteceu na pandemia e deve continuar”.

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