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Melhores do ESG: Grandes empresas lideram a revolução sustentável

Reunidos num único evento, líderes da Ambev, do BTG Pactual, da Cosan e do Grupo Boticário comentam as principais iniciativas recentes que essas empresas tomaram a fim de gerar impactos positivos

Nas gigantes nacionais, aquelas empresas que lideram pelo tamanho e pelo exemplo, o ESG já está incorporado ao DNA e se traduz em ações concretas. Foi o que relataram quatro líderes, reunidos na mesma tela, na noite de 12 de maio.

Participaram de um dos painéis mais especiais do evento Melhores do ESG, uma realização de EXAME, os CEOs da Ambev, do BTG Pactual e do Grupo Boticário, além do Diretor-Presidente da Cosan. Eles interagiram com Renata Faber, Head de ESG na EXAME.

“Está escrito no DNA da Ambev, na nossa cultura, fazer as coisas da forma correta, com ética, com responsabilidade”, lembrou Jean Jereissati Neto, CEO da Ambev. “Nós vínhamos num processo de transformação. O ESG ampliou e ajudou a estruturar o senso de responsabilidade e ir além do que vínhamos fazendo”.

Entre as ações recentes da empresa no setor de governança está uma mudança expressiva no conselho, de forma a aumentar a participação feminina. Mas o foco de 2020 foi o tema da diversidade racial nos quadros da empresa.

“A primeira coisa foi reconhecer que estávamos muito atrasados. Olhávamos ao redor e não víamos diversidade racial”, afirmou. “Reconhecemos que o que vínhamos fazendo não era suficiente, estava na hora de entender o porquê. Pedimos ajuda, criamos um comitê com pessoas de fora da companhia. Muita gente nos ajudou nesse processo.”

Como resultado, a Ambev implementou uma série de ações, incluindo não apoiar tanto o foco da seleção em uma lista de universidades de ponta, onde a diversidade racial é baixa, e na inclusão de cursos de inglês para os trainees e os profissionais em começo de carreira, de forma a não usar mais o conhecimento do idioma como uma barreira.

“Estamos só começando, ainda muito longe de onde queremos chegar. Mas paramos de negar e criamos um plano que faz sentido, que vai ser bom para a organização como um todo, vai nos ajudar a inovar mais, a crescer mais.”

Novo cenário na energia

Por sua vez, Luis Henrique Guimarães, diretor-Presidente da Cosan, afirmou que o país precisa lidar com o complexo de vira-lata. “O Brasil pode liderar o atual momento mundial. Não podemos perder a oportunidade de nos posicionar como a maior potência verde do planeta”.

Guimarães também apresentou as principais metas da empresa: “Queremos até 2023 reduzir em 15% as emissões por quilômetro transportado na rua, o que potencializa para os clientes quatro vezes essa redução. No caso do etanol, assumimos o compromisso de reduzir em 10% a nossa pegada de carbono na produção, e isso tem um efeito motivador incrível, de 70 vezes esse efeito, no escopo dos clientes que estão substituindo o combustível fóssil pelo etanol”.

E listou resultados: “Nos últimos 11 anos, a Tesla, com seus carros elétricos, evitou a emissão de 3,7 milhões de toneladas de CO2. Só no ano passado, a Raízen, sozinha, reduziu 5,2 milhões de toneladas de Co2. Em 2030, somente a Raízen vai fazer 10,3 de toneladas de emissões evitadas”.

O executivo também previu que o etanol vai manter um papel estratégico no futuro. “A biomassa é o novo petróleo. O etanol tem um diferencial importante, que é não precisar investir em infraestrutura. Para migrar do motor a combustão ao elétrico, você precisa fazer um investimento enorme. Para o etanol, a infraestrutura está pronta.”

 

Investimento em ESG

“O mercado financeiro, por ser o conduíte do dinheiro, ajuda a implementar a agenda ESG com muita força. Tenho muito orgulho de como os grandes bancos brasileiros têm se posicionado, seja no apoio à população brasileira na pandemia, seja na agenda ESG”, comentou Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

“No primeiro trimestre, emitimos mais de US$ 3,4 milhões em títulos ligados a critérios ambientais ou sociais. Estamos fazendo operações bilaterais de créditos, que garantem que, caso as metas ambientais ou sociais sejam atingidas, o cliente recebe um cupom mais baixo”.

A empresa está lançando um novo produto: “Vamos comprar áreas degradadas. Metade vai ser utilizada como floresta comercial e metade vai para reflorestamento e para a venda de créditos de carbono”.

Sallouti lembrou que o setor financeiro vem sendo impactado por três tendências. A primeira é a mudança no portfólio dos investidores, apoiada na manutenção de taxas de juros baixas. A segunda é o ESG. “Nada tem mais força do que uma ideia cuja hora chegou. O ESG é um caminho sem volta.”

A terceira, prosseguiu ele, é a digitalização. “Toda a gama de produtos que antes estava restrita a uma elite empresarial agora está disponível para todos os brasileiros, na tela de seus telefones. Isso vale tanto para o BTG Pactual Digital quanto para o BTG Mais e o Banco Pan, que é uma opção para as pessoas que estão acessando o sistema bancário pela primeira vez”, informou. “Além disso, no BTG Mais Business, mais do que quadruplicamos o portfólio de créditos para PMEs”.

Ações de circularidade

Para Fernando Modé, CEO do Grupo Boticário, o ESG está inserido desde o projeto de cada produto. “Utilizamos ingredientes, matérias-primas que tenham menos impacto para o meio ambiente. Desde o desenho inicial, consideramos a destinação final, a reutilização da embalagem, a vida útil o mais longa possível”.

Ele prosseguiu: “Desenvolvemos uma loja-container, feita de 3 toneladas de plástico reciclável. Nossa fundação de proteção à natureza nasceu em 1990. Desde então foram mais de 1600 projetos financiados até hoje, com quase R$ 100 milhões investidos. Mantemos duas áreas de conservação, o que faz de nós uma empresa carbono positivo”.

O executivo também apresentou as principais metas do grupo, listadas em uma lista de 16 compromissos. “Um deles, de cunho ambiental, está ligado ao mapeamento de todo o resíduo gerado pela nossa cadeia. Temos quatro mil pontos de venda que recolhem esses produtos usados, o que nos permite recolher perto de 20% do que produzimos. Todo esse material é reciclado”, informou.

“Agora estamos diante do desafio de mapear toda a cadeia, para localizar todos os produtos que não retornam para nós. Não sabemos ainda como vamos chegar nesse ponto. Estamos aqui para nos desafiar a fazer melhor”.

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