Apresentado por LUFTHANSA GROUP

Lufthansa Group quer embarcar empresas em uma aviação mais verde

Companhia tem metas ambiciosas para reduzir emissões de CO2 e incentiva clientes a investir em projetos de mitigação de gás carbônico de voos corporativos
O Lufthansa Group utiliza combustível sustentável elaborado de material residual de origem biológica que reduz em até 80% as emissões de CO2 em comparação com o querosene fóssil (Lufthansa Group/Divulgação)
O Lufthansa Group utiliza combustível sustentável elaborado de material residual de origem biológica que reduz em até 80% as emissões de CO2 em comparação com o querosene fóssil (Lufthansa Group/Divulgação)
e
exame.solutions

Publicado em 17/08/2022 às 09:00.

Última atualização em 18/08/2022 às 10:22.

Nos últimos anos, o Lufthansa Group, que inclui as companhias aéreas Austrian Airlines, Brussels Airlines, Lufthansa e Swiss, tem colocado em prática ações para tornar a aviação mais sustentável. Pioneira na iniciativa, a empresa estabeleceu metas ambiciosas de proteção ao clima: reduzir pela metade suas emissões líquidas de gás carbônico (CO2) até 2030, em comparação com 2019, e alcançar um equilíbrio neutro de CO2 até 2050.

Mas não quer chegar lá sozinha. Para isso, tem incentivado outras empresas a investir em seus projetos de mitigação de CO2 relacionados a voos corporativos. Desde o ano passado, o grupo oferece a clientes corporativos a opção de usar o Sustainable Aviation Fuel (SAF, ou Combustível de Aviação Sustentável, em português) em seus voos e ajudar a tornar o negócio neutro em gás carbônico, um dos gases de efeito estufa (GEEs).

Combustível sustentável

O SAF é produzido sem o uso de fontes de energia fóssil, como o querosene de aviação. Elaborado com base em material residual de origem biológica, como óleo de cozinha usado, reduz em até 80% as emissões de CO2 em comparação com o querosene fóssil.

“No Lufthansa Group, o SAF já é realidade há muitos anos. Em 2011, o grupo realizou o primeiro teste de longo prazo do combustível em operações de voo regular e mostrou que ele pode ser usado em voos sem problemas e sem a necessidade de adaptação da infraestrutura”, conta Annette Taeuber, diretora-geral de vendas das companhias aéreas do Lufthansa Group no Brasil.

Durante anos, o grupo tem sido um dos maiores compradores de SAF do mundo. Até hoje, já investiu mais de US$ 250 milhões em pesquisa, teste e uso de combustível sustentável para atender ao aumento previsível de demanda nos próximos anos.

Preparando para o futuro

No entanto, a quantidade de SAF atualmente disponível no mercado global ainda não é suficiente para utilizar escalas em operações de voo, e seu preço é significativamente superior ao do querosene fóssil.

Portanto, o Lufthansa Group conduz vários projetos para impulsionar o crescimento do mercado e a disponibilidade do SAF. “Por isso, ter empresas parceiras em nossos projetos é fundamental para alcançar resultados ainda mais expressivos”, afirma Taeuber.

Em 2021, 22 projetos relacionados à economia de combustível estavam em andamento no Lufthansa Group. Eles são voltados para atividades de desempenho e procedimentos, redução de peso, otimização de rotas de voo e desenvolvimentos técnicos.

“Isso permitiu que mais 30,4 mil toneladas de emissões de CO₂ fossem evitadas no ano passado. A quantidade de querosene economizada foi de aproximadamente 9,6 mil toneladas – o que equivale a 113 voos de ida e volta entre Munique, na Alemanha, e Nova York, nos Estados Unidos, com uma aeronave Airbus A350-900”, aponta.

Compensação para os clientes...

Além de utilizar combustível verde em seus voos e fazer melhorias em sua operação para compensar o gás carbônico produzido na operação, o Lufthansa Group oferece a clientes corporativos duas opções de compensar a emissão de CO₂ de um voo.

A primeira é por meio da compra de Combustível de Aviação Sustentável. Não há um investimento mínimo exigido e a aquisição é escalável, conforme solicitação dos clientes corporativos. O processo de contratação é fácil e a compensação é imediata.

“O Lufthansa Group oferece o mais alto padrão de SAF (Certificação RSB EU RED Fuel). E, com um investimento mínimo de 2 mil euros, o cliente já recebe certificado oficial de mitigação de CO₂ para deduzir as emissões de Escopo 3 em seu relatório de balanço ecológico”, explica a executiva.

Outra forma é investir em projetos de proteção climática. Além de não ser necessário um investimento mínimo, o cliente corporativo recebe um certificado oficial de mitigação de CO₂ de longo prazo.

Para a seleção dos projetos certificados, o Lufthansa Group conta com a parceria da Organização não governamental (ONG) myclimate, sediada na Suíça. Todos os projetos são certificados com os mais altos padrões e aderentes aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

No portfólio, há vários projetos, inclusive no Brasil. No país, a ONG apoia dois projetos de biomassa, um em Itacoatiara, no Amazonas, e outro em Caieiras, em São Paulo. Juntos, eles proporcionam uma redução anual nas emissões de mais de 95 mil toneladas de CO₂ e melhoram localmente a qualidade de vida e a biodiversidade.

…e para passageiros

Até mesmo passageiros podem equilibrar sua pegada de carbono ─ cálculo da emissão total de gases de efeito estufa associados a atividades humanas ─ com a ajuda do Lufthansa Group. A compensação das emissões de gás carbônico de um voo pode ser feita diretamente na reserva.

Após a seleção do voo, o cliente pode escolher usar o SAF e a plataforma Compensaid calcula o consumo de combustível de voo para um passageiro e assegura que a quantidade exata será utilizada em combustível verde em voos futuros.

Além disso, os passageiros também podem contribuir com os projetos de compensação de carbono apoiados pela myclimate. A seleção é feita com um único clique e o pagamento é feito na compra da passagem aérea.

Além do combustível

Atualmente, a maior alavanca para diminuir o impacto do voo sobre o meio ambiente é o uso de aeronaves com menor consumo de combustível. As de última geração requerem até 30% menos combustível e emitem correspondentemente menos CO₂.

“O Lufthansa Group vem investindo continuamente em uma frota moderna e eficiente em termos de consumo de combustível”, aponta Taeuber. “Até o fim de 2030, pelo menos 190 aeronaves que consomem menos combustível devem ser entregues às companhias aéreas do grupo – média de uma nova aeronave a cada duas semanas.” As aeronaves removidas da frota são vendidas ou recicladas.

A empresa ainda tem substituído aeronaves de quatro motores por modelos de dois motores, mais sustentáveis. Além disso, o número de tipos de aeronaves em operação vem sendo reduzido continuamente, harmonizando a frota. Isso reduz custos de manutenção e operação, além de alavancar sinergias ─ do licenciamento para pilotos e tripulantes até a padronização de processos de bordo e fornecimento de peças.

Também foram adotadas modificações técnicas da frota existente com o objetivo de aumentar a eficiência econômica e ecológica, como otimizar motores, equipar aeronaves com a tecnologia AeroShark ─ película que facilita a passagem do ar pela fuselagem e diminui a força de arrasto, economizando combustível ─, e medidas de redução de ruído que ajudam a evitar restrições às operações.

Dever de casa

O Lufthansa Group segue políticas sustentáveis que vão além de sua principal operação. Desde 2019, as viagens aéreas de negócios dos funcionários do Lufthansa Group são neutras em CO₂. As emissões de gás carbônico também são compensadas pela myclimate.

Já na Lufthansa Cargo, os clientes podem optar pelo transporte neutro de CO₂ de suas cargas. O serviço Sustainable Choice (“Escolha Sustentável”, em português) está disponível em todas as rotas do segmento cargueiro, para todos os grupos de produtos e clientes em todo o mundo.

O grupo também seleciona alimentos produzidos com embalagens ecologicamente corretas. Grande parte dos produtos frescos é embalada em material PaperWise, feito de resíduos agrícolas e produzidos com energia 100% renovável e, portanto, neutro em CO₂.

Produtos de bordo também estão na mira da companhia, que evita o plástico descartável e adota um design sustentável desses produtos. “Até 2025, os artigos de plástico descartáveis ​​serão substituídos por material sustentável”, garante a diretora-geral da companhia.