Kroton cria unidade de negócios para ensino técnico

A empresa aderiu ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal

	Rodrigo Galindo: segundo o diretor presidente da Kroton, detalhes sobre o número de alunos de ensino técnico deverão ser divulgados pela companhia nos próximos trimestres
 (REUTERS/Paulo Whitaker)
Rodrigo Galindo: segundo o diretor presidente da Kroton, detalhes sobre o número de alunos de ensino técnico deverão ser divulgados pela companhia nos próximos trimestres (REUTERS/Paulo Whitaker)
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Dayanne SousaPublicado em 08/08/2013 às 13:28.

São Paulo - O diretor presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, afirmou que a companhia aderiu ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal.

Galindo informou que a empresa tem uma unidade de negócios atuando no ensino técnico e que acredita que há oportunidades de crescimento no ramo. O executivo participou de teleconferência com analistas e investidores.

"O potencial de desenvolvimento no Pronatec é excepcional e o governo tem dado um incentivo grande para o ensino técnico", comentou. Galindo destacou que o crescimento do ensino técnico no Brasil é mais baixo do que em outros países.

"Estamos entrando fortemente nessa indústria, num jogo que a gente sabe jogar", concluiu. De acordo com o executivo, detalhes sobre o número de alunos de ensino técnico deverão ser divulgados pela companhia nos próximos trimestres.

Questionado por analistas sobre o potencial dos programas educacionais do governo federal, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni), Galindo informou que a companhia vê espaço para que até 50% de sua receita venha de fontes ligadas aos programas do governo. De acordo com ele, essa exposição hoje é de 30%.

"Os sinais do governo federal são de manutenção dos incentivos e estes sinais claros e positivos nos dão conforto de chegar a 50% da receita", disse. "Diria que a tendência é aumentarmos a exposição e isso é factível e tangível", considerou.