Itaúsa investe R$ 1,3 bi para ficar com 8,5% da Aegea, de saneamento

No total, a Itaúsa ficará com 10,2% do capital votante da empresa e 8,5% do capital total
 (Itaúsa/Divulgação)
(Itaúsa/Divulgação)
D
Da RedaçãoPublicado em 27/04/2021 às 09:51.

A Itaúsa, holding dos principais sócios do Itaú, decidiu entrar no setor de saneamento. Para tanto, escolheu a Aegea, empresa na qual acaba de investir R$ 1,3 bilhão. No total, ficará com 10,2% do capital votante da empresa e 8,5% do capital total. O restante do capital permanecerá com os atuais acionistas controladores da Aegea e o Fundo Soberano de Singapura (GIC).

“Essa aquisição permite à Itaúsa adicionar ao seu portfólio um ativo que combina taxa de retorno atrativa, alto potencial de crescimento e impacto positivo para a sociedade. Além disso, o investimento está alinhado à sua estratégia de alocação de capital ao reunir parceiros estratégicos com visão de longo prazo e experiência comprovada no setor de atuação”, diz o comunicado da empresa.

Conforme o acordo de acionistas negociado, a Itaúsa terá o direito de indicar um membro para cada um dos seguintes órgãos: Conselho de Administração, Comitê de Auditoria e Comitê de Finanças. Adicionalmente, terá outros direitos atribuíveis a acionistas relevantes. Os recursos que a Itaúsa vai usar na operação deverão ser captados por instrumento de dívida de longo prazo. A expectativa é concluir o investimento ao longo deste segundo trimestre.

“O investimento na Aegea reafirma a nossa estratégia de diversificação de portfólio, e vem se somar a marcas fortes e líderes em seus segmentos e com grande potencial de geração de retorno. Entramos em um setor essencial para o desenvolvimento do país, que é o saneamento básico, e acreditamos que faremos a diferença e impactaremos positivamente a vida de milhares de brasileiros”, afirma Alfredo Setubal, presidente da Itaúsa, em comunicado à impresa. “A sinergia de valores como o compromisso com sustentabilidade e a visão de longo prazo em busca de resultados consistentes aos nossos acionistas foram fatores decisivos desta parceria”, conclui o executivo.