Honda anuncia parada temporária da produção de motos em Manaus

Segundo a montadora, a decisão se deve aos impactos da covid-19 na cadeia de suprimentos e ao agravamento da pandemia no estado

A Honda anunciou na manhã desta sexta-feira, 22, a paralisação temporária da produção de motos no complexo de Manaus, no Amazonas, em virtude dos impactos da covid-19 na cadeia de suprimentos.

Segundo a montadora, a pandemia tem ocasionado falta de insumos para a produção. Além disso, o agravamento da crise de saúde no estado também contribuiu para a decisão.

Por ora, a parada está prevista do dia 25 de janeiro a 3 de fevereiro. A retomada está prevista para 4 de fevereiro, "desde que as condições necessárias sejam atendidas", informou em comunicado.

Em nota à EXAME, a montadora afirma que, para retomar a produção, será preciso normalização na oferta de insumos produtivos e avaliação contínua do cenário sanitário na região.

Durante o período de paralisação, os funcionários das áreas administrativas e produtivas entrarão em férias coletivas, com contingente mínimo para realização de atividades essenciais. A Honda possui o maior complexo fabril de Manaus, com cerca de 7.000 funcionários.

A fábrica da montadora, a maior do país no segmento de motos, é altamente verticalizada, produzindo desde a usinagem de peças, passando por rodas até a montagem final. A capacidade instalada é de cerca de um milhão de unidades por ano.

Há cerca de dois anos, o complexo recebeu um investimento de 500 milhões de reais para modernização e atualização de produtos. A marca é líder absoluta em motos no Brasil, com cerca de 80% de participação de mercado.

A operação da Honda em Manaus é muito importante para a região. A fábrica foi inaugurada em meados da década de 1960 e, desde então, uma extensa cadeia depende da produção da empresa, de forma direta e indireta.

Mas a montadora vem enfrentando um problema que se espalha pela indústria automotiva: a falta de peças. A cadeia produtiva sofreu uma quebra em função da covid-19, com dificuldades de importação, aumentos dos custos com dólar e logística e consequente incapacidade de atender ao aumento súbito da demanda.

A Honda reforça que "está adotando todas as medidas possíveis para preservar a saúde e segurança das pessoas e minimizar os impactos da pandemia em sua cadeia de valor, bem como inconvenientes ao consumidor, que pode ser afetado pela indisponibilidade de produtos."

Crise de saúde

Com a crise de saúde que Manaus vem enfrentando devido ao aumento dos casos de covid-19 e à falta de oxigênio no estado, a Honda viu suas operações impactadas pela conjuntura.

A montadora afirma que tem contribuído em diversas ações no combate à pandemia. Recentemente, em caráter emergencial, a Honda doou 454 cilindros de oxigênio ao estado do Amazonas, reforçando que seguirá "empenhada na recarga e reabastecimento" do insumo.

Além disso, a rede de concessionárias da marca em todo o país se uniu a essa mobilização para ampliar o volume de oferta de oxigênio ao sistema de saúde local.

A montadora também utiliza oxigênio em alguns processos da operação de manufatura de parte dos modelos da marca.

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