Negócios
Acompanhe:

Grupo Volkswagen vai investir R$1,2 bi no Paraná

Investimento retomará a produção no país de carros da marca de luxo Audi e do modelo Golf


	Trabalhadores na produção de um Audi A3: companhia tem como objetivo alcançar num prazo de 3 anos a produção de 26 mil unidades do A3 por ano
 (Akos Stiller/Bloomberg)

Trabalhadores na produção de um Audi A3: companhia tem como objetivo alcançar num prazo de 3 anos a produção de 26 mil unidades do A3 por ano (Akos Stiller/Bloomberg)

D
Da Redação

17 de setembro de 2013, 10h44

São Paulo - O grupo Volkswagen anuncia entre esta terça-feira e a próxima semana investimentos totais de 1,2 bilhão de reais em suas instalações no Paraná para retomar a produção no país de carros da marca de luxo Audi e do modelo Golf.

Segundo informações do governo paranaense, a Audi anuncia nesta terça-feira investimento de 500 milhões de reais na produção do compacto A3 e do utilitário esportivo Q3. Na próxima semana, a Volkswagen anunciará 700 milhões de reais para a produção do novo Golf.

A presidente Dilma Rousseff tem encontro marcado nesta terça-feira com o presidente-executivo da Audi, Rupert Stadler. O anúncio do investimento deve ser feito mais à tarde, segundo o governo paranaense.

A Audi no Brasil não comentou o assunto de imediato, enquanto representante da Volkswagen não pode ser contatado.

A Audi, que chegou a produzir modelos antigos do A3 em São José dos Pinhais entre 2000 e meados de 2006, tem como objetivo alcançar num prazo de 3 anos a produção de 26 mil unidades do A3 por ano, segundo protocolo assinado com o governo do Paraná.

A decisão segue-se a meses de estudo de Audi e Volkswagen sobre a retomada da produção dos modelos de luxo. Em dezembro do ano passado, o presidente da Audi no Brasil, Leandro Radomile, afirmou que a companhia estava na fase inicial do projeto.

Os investimentos do grupo alemão foram decididos depois que a também alemã BMW anunciou em outubro passado a construção de sua primeira fábrica na América do Sul e durante planos da Daimler para retomada de produção de automóveis no Brasil. Na semana passada, a montadora afirmou que deve tomar ainda neste ano decisão sobre a construção de uma fábrica da Mercedes-Benz no país.


Depois da entrada em vigor do novo regime automotivo brasileiro, Inovar-Auto, no início deste ano, o Imposto sobre Produtos Industrializados foi elevado em 30 pontos percentuais para todos os veículos. As montadoras, porém, podem se livrar do aumento da carga tributária ao se qualificarem para participar do regime por meio de projetos de produção local.

O regime, além do crescimento do mercado interno, quarto maior do mundo, tem motivado uma série de anúncios de novos projetos de produção local ou nacionalização de modelos antes importados, incluindo marcas de luxo.