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Gigante farmacêutica do Paraná investe R$ 1 bilhão em nova fábrica para 5 bilhões de doses

Fundada em 1993, a companhia cresceu principalmente no mercado de medicamentos genéricos e hoje mantém produção, desenvolvimento e distribuição a partir do oeste paranaense

Eder Maffissoni, CEO da Prati-Donaduzzi: "Queremos construir hoje a estrutura necessária para que a companhia possa ampliar sua presença em outros mercados" (Leandro Fonseca/Exame)

Eder Maffissoni, CEO da Prati-Donaduzzi: "Queremos construir hoje a estrutura necessária para que a companhia possa ampliar sua presença em outros mercados" (Leandro Fonseca/Exame)

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 22 de setembro de 2026 às 17h43.

Última atualização em 22 de setembro de 2026 às 17h45.

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RESUMO | A farmacêutica Prati-Donaduzzi anunciou nesta terça-feira (22) um ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão, que inclui uma nova fábrica de medicamentos sólidos no Biopark, em Toledo, no Paraná. Com capacidade para 5 bilhões de doses anuais, a unidade deve elevar a produção da farmacêutica em 30% e gerar 500 empregos diretos.


A Prati-Donaduzzi, farmacêutica de Toledo, no Paraná, anunciou nesta terça-feira, 22, um ciclo de investimentos de 1 bilhão de reais para ampliar sua estrutura industrial. Entre os projetos está uma nova fábrica de medicamentos sólidos com capacidade para produzir 5 bilhões de doses por ano.

Fundada em 1993, a companhia cresceu principalmente no mercado de medicamentos genéricos e hoje mantém produção, desenvolvimento e distribuição a partir do oeste paranaense. Em 2025, a Prati-Donaduzzi faturou 2,5 bilhões de reais. O novo ciclo de investimentos equivale, portanto, a cerca de 40% dessa receita anual.

O anúncio acontece em um momento em que a empresa tenta abrir espaço para uma nova etapa de crescimento. O atual perímetro industrial da Prati-Donaduzzi em Toledo está ocupado, enquanto a farmacêutica amplia sua atuação no mercado brasileiro e avança com um projeto de internacionalização iniciado nos últimos anos.

“A nova planta faz parte da preparação da Prati-Donaduzzi para os próximos ciclos de crescimento. Estamos ampliando nossa capacidade produtiva olhando não apenas para a demanda do mercado brasileiro, mas também para os nossos objetivos de internacionalização”, afirmou em nota Eder Maffissoni, CEO da Prati-Donaduzzi.

"Queremos construir hoje a estrutura necessária para que a companhia possa ampliar sua presença em outros mercados e competir cada vez mais em escala global”.

A fábrica terá 10 linhas de produção e deve elevar em 30% o volume produzido atualmente pela companhia. O plano de expansão também prevê a geração de 500 empregos diretos.

Como será a nova fábrica

A nova unidade, chamada de Sólidos 5, será instalada no Biopark, parque tecnológico de Toledo criado pelos fundadores da própria Prati-Donaduzzi, Carmen e Luiz Donaduzzi.

A escolha do local conecta a expansão atual a uma história que começou há uma década. Depois de deixarem a gestão da farmacêutica, os fundadores passaram a concentrar parte dos esforços na construção do Biopark, projeto que reúne empresas, universidades, centros de pesquisa e áreas residenciais.

A Prati-Donaduzzi já mantém um centro de distribuição dentro do parque. Com a Sólidos 5, o local passa a receber também parte da produção da farmacêutica.

O anúncio foi feito durante as comemorações dos 10 anos do Biopark.

A mudança também resolve uma limitação física da companhia. Com a área industrial atual ocupada, o Biopark passa a funcionar como um dos principais espaços disponíveis para os próximos projetos de expansão da Prati-Donaduzzi.

Expansão também mira mercado internacional

A construção de capacidade adicional acontece enquanto a Prati-Donaduzzi tenta aumentar sua presença fora do Brasil.

A farmacêutica começou a exportar para os Estados Unidos há mais de uma década por meio de private label, modelo no qual uma empresa fabrica produtos vendidos sob a marca de terceiros.

Nos últimos anos, porém, passou a preparar uma entrada internacional com produtos próprios. Em 2024, a companhia começou a vender nos Estados Unidos o Sensilatte, produto voltado a pessoas com intolerância à lactose.

Naquele momento, Maffissoni dizia que a categoria de nutracêuticos, produtos que combinam características de alimentos e suplementos, funcionaria como um teste para a expansão internacional. O objetivo de longo prazo apresentado pela empresa era chegar a 50 países em 15 anos.

A estratégia também previa preparar novos medicamentos desde o desenvolvimento para atender às exigências regulatórias de outros mercados e avançar posteriormente para Estados Unidos e Europa.

A nova fábrica adiciona agora capacidade industrial a esse plano. Com possibilidade de produzir 5 bilhões de doses por ano, a Sólidos 5 permitirá à empresa crescer no mercado brasileiro e reservar estrutura para uma eventual ampliação das vendas internacionais.

De genéricos para novos mercados

A Prati-Donaduzzi começou sua trajetória produzindo medicamentos que já haviam perdido a patente e ganhou escala após a criação da Lei dos Genéricos, em 1999.

Durante anos, parte relevante das vendas esteve ligada ao fornecimento de medicamentos ao setor público. A companhia depois avançou sobre farmácias e consumidores e passou a ampliar o portfólio para além dos genéricos.

Nos últimos anos, a empresa também investiu em medicamentos de referência, nutracêuticos e produtos voltados ao sistema nervoso central.


Quanto a Prati-Donaduzzi vai investir em sua expansão?

A Prati-Donaduzzi anunciou investimentos de R$ 1 bilhão para ampliar sua estrutura industrial. O valor equivale a cerca de 40% dos R$ 2,5 bilhões faturados pela farmacêutica em 2025.

Qual será a capacidade da nova fábrica da Prati-Donaduzzi?

A fábrica Sólidos 5 terá dez linhas de produção e capacidade para fabricar 5 bilhões de doses de medicamentos por ano. Segundo a empresa, a unidade deve aumentar em 30% o volume produzido atualmente.

Onde será construída a nova fábrica da Prati-Donaduzzi?

A nova fábrica será instalada no Biopark, parque tecnológico de Toledo, no Paraná, criado por Carmen e Luiz Donaduzzi, fundadores da farmacêutica. A Prati-Donaduzzi já mantém um centro de distribuição no local.

Quantos empregos serão criados com a expansão da Prati-Donaduzzi?

O plano de expansão prevê a criação de 500 empregos diretos. A nova estrutura também permitirá que a empresa amplie a produção após ocupar todo o seu atual perímetro industrial em Toledo.

Como a nova fábrica ajudará na internacionalização da empresa?

A Sólidos 5 dará à Prati-Donaduzzi capacidade para atender ao crescimento no mercado brasileiro e ampliar futuramente as vendas internacionais. Segundo Eder Maffissoni, CEO da farmacêutica, a empresa quer construir a estrutura necessária para competir em escala global.

Quais são os planos internacionais da Prati-Donaduzzi?

A Prati-Donaduzzi estabeleceu como objetivo de longo prazo chegar a 50 países em 15 anos. A empresa exporta por meio de private label há mais de uma década e, em 2024, começou a vender nos Estados Unidos o Sensilatte com marca própria.

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