Negócios

Franquias crescem 19,1% no 1º trimestre, com faturamento de R$ 60,5 bilhões

Com a Páscoa no primeiro trimestre, segmento de Alimentação - Comércio e Distribuição lidera crescimento do setor com alta de 43,9%

Isabela Rovaroto
Isabela Rovaroto

Repórter de Negócios

Publicado em 6 de junho de 2024 às 10h37.

Última atualização em 10 de junho de 2024 às 15h02.

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O mercado de franquias brasileiro cresceu 19,1% no primeiro trimestre, atingindo faturamento de R$ 60,5 bilhões. No acumulado de doze meses, o setor cresceu 14,3%, chegando a R$ 250,3 bilhões de faturamento. Os dados fazem parte da pesquisa trimestral da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Os 12 segmentos pesquisados cresceram no período, com destaque para Alimentação - Comércio e Distribuição, que teve alta de 43,9%, além de Food Service e Serviços e Outros Negócios, que apresentaram alta de 26,6% e 25,3%, respectivamente.

Segmento1º Tri 2023 (em milhões de reais)1º Tri 2024 (em milhões de reais)% Variação Faturamento% Variação Unidades
Alimentação – Comercialização e Distribuição4.5726.57843,9%9,1%
Alimentação – Food Service7.8119.88626,6%13,2%
Casa e Construção3.7884.38815,8%1,8%
Comunicação, Informática e Eletrônicos1.5701.75411,7%4,0%
Entretenimento e Lazer57568819,6%6,1%
Hotelaria e Turismo2.3892.66111,4%0,6%
Limpeza e Conservação45251213,2%13,3%
Moda5.5425.8495,5%1,4%
Saúde, Beleza e Bem-Estar12.37914.20214,7%0,4%
Serviços Automotivos1.9152.17913,8%0,7%
Serviços e Outros Negócios6.6138.28725,3%2,1%
Educação3.2473.57610,1%1,9%
Total50.85460.56019,1%4,1%

O que explica o crescimento no primeiro trimestre?

Entre os fatores sazonais, a ABF destaca a Páscoa ter caído este ano no 1º trimestre, o que, associado a maior demanda por chocolates finos, trouxe grandes resultados para as franquias de chocolate.

"As redes de chocolate relataram um grande resultado na Páscoa, agregando ao desempenho do primeiro trimestre um faturamento significativo. A identificação de mais marcas atuando no setor e uma forte demanda no nicho de sorveterias e açaís, associada à onda de calor, também alavancaram o setor como um todo neste trimestre", diz Tom Moreira Leite, presidente da ABF.

Outras justificativas são as mudanças nos gostos dos consumidores. O desejo por exclusividade, o declínio na popularidade dos ovos caseiros e a busca por alternativas mais saudáveis alavancaram o ticket médio das vendas no varejo.

"Esses fatores geram oportunidades para empresas que oferecem produtos mais refinados ou que atendam a preferências dietéticas específicas. O crescimento do nicho de mercados autônomos, a expansão do número de operações no geral e ações de marketing foram outros fatores que contribuíram", diz Moreira Leite.

Modelos alternativos crescem

Com 5.733 operações e 1,65 milhão de empregos diretos, as franquias em ruas continua predominando o mercado, e cresceram de 52,0% para 54,2% no primeiro trimestre. As operações em shopping centers também se mantiveram na segunda posição, com uma redução de 22,2% para 19,8%.

Os negócios chamados de "Outros" na pesquisa são aqueles que envolvem lojas em condomínios residenciais, store in store, hospitais e clubes esportivos despontaram no trimestre analisado em terceiro lugar, com uma participação que saltou de 5,2% para 11,7%.

“O crescimento de redes de conveniência, mini-mercado autônomo, cafeterias, modelos compactos e microfranquias de forma geral, apontando mais uma vez a capacidade de reinvenção do setor”, diz o presidente da ABF.

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