(Reprodução/LinkedIn)
Redação Exame
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 11h04.
Ganhos elevados costumam ser interpretados como sinônimo de estabilidade financeira. No entanto, a experiência da americana Naseema McElroy revela uma dinâmica comum também no ambiente das finanças corporativas, que mostra que faturamento alto não garante solidez quando não há controle de endividamento, gestão de caixa e estratégia de longo prazo.
Em poucos anos, McElroy saiu de uma situação de quase US$ 1 milhão em dívidas para uma estrutura financeira baseada em disciplina, previsibilidade e diversificação de receitas. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
Em 2015, Naseema McElroy ganhava mais de US$ 200 mil por ano como enfermeira obstetra na região da Baía de São Francisco. Era proprietária de um SUV de luxo e havia acabado de comprar uma casa nova. Apesar disso, sua estrutura financeira era altamente alavancada.
Os compromissos incluíam uma hipoteca de aproximadamente US$ 580 mil, cerca de US$ 185 mil em empréstimos estudantis, US$ 70 mil referentes a um imóvel anterior, além de empréstimos menores, como um financiamento contra o plano de aposentadoria 403(b). Na prática, o alto fluxo de entrada não se convertia em liquidez ou segurança patrimonial.
Entre custo de vida elevado, pagamentos mínimos de dívidas e despesas correntes, McElroy relata que vivia “de salário em salário”. Mesmo com renda acima da média, não possuía reservas financeiras e precisou recorrer a um empréstimo familiar para cobrir despesas básicas após a mudança para a nova casa.
A percepção de risco aumentou com a maternidade solo. Sem monitoramento de gastos e sem clareza sobre a destinação da renda, a estrutura financeira se mostrou vulnerável, um cenário semelhante ao de empresas com alto faturamento, mas baixa governança financeira.
A partir de 2015, McElroy iniciou um processo estruturado de desalavancagem. Utilizando a estratégia conhecida como “bola de neve”, priorizou o pagamento das menores dívidas enquanto mantinha os compromissos mínimos das demais.
Entre 2015 e 2017, quitou quase US$ 1 milhão em dívidas. Em 2015, foram mais de US$ 208 mil pagos. No ano seguinte, outros US$ 77 mil. O processo incluiu a venda do imóvel principal, o que permitiu eliminar o saldo restante da hipoteca e dos empréstimos estudantis.
Mesmo durante o período de ajuste, ela manteve consumo moderado, direcionando gastos de forma planejada, sem cortes abruptos, mas com controle rigoroso.
Durante esse ciclo, McElroy passou por mudanças relevantes, incluindo casamento e posterior divórcio. O processo gerou novos compromissos financeiros, como um acordo de US$ 15 mil com o ex-marido e uma dívida tributária de US$ 29 mil com o IRS, decorrente da separação.
Ainda assim, até novembro de 2017, todos os passivos haviam sido eliminados, encerrando um ciclo de forte pressão financeira.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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