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Escola aposta em modelo bilíngue e socioemocional para preparar alunos para o futuro do trabalho

Com 950 alunos e primeira turma formada no ensino médio em 2025, instituição reflete mudanças no ensino diante de transformações no mercado

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 4 de maio de 2026 às 12h00.

Última atualização em 4 de maio de 2026 às 12h28.

Em meio às transformações no mercado de trabalho, impulsionadas por tecnologia e novas dinâmicas profissionais, escolas brasileiras têm revisado seus modelos para formar alunos mais adaptáveis e com visão global. 

Em São Paulo, a Escola Aubrick aposta na integração entre ensino bilíngue, formação socioemocional e desenvolvimento de competências críticas como resposta a esse cenário. Fundada em 2009, a instituição reúne 950 estudantes, mantém cinco unidades e formou, em 2025, a primeira turma do ensino médio.

A proposta combina conteúdos acadêmicos tradicionais com habilidades como pensamento crítico, autonomia e capacidade de adaptação – cada vez mais demandadas em um ambiente profissional marcado por mudanças constantes. “Esse currículo consistente possibilita aos alunos conquistar certificações que abrem portas no futuro”, diz Teca Antunes, diretora pedagógica da escola.

“Hoje, o mundo é instável e imprevisível, permeado de muitos desafios”, avalia Fátima Lopes, fundadora e diretora geral da Aubrick. Para ela, esse cenário exige mais do que um currículo de excelência. “Também é preciso desenvolver habilidades de pensamento crítico, trabalho colaborativo e criatividade.”

Formação alinhada a novas demandas

A escola estrutura o aprendizado para acompanhar o desenvolvimento dos alunos ao longo da trajetória escolar. O modelo bilíngue e multicultural está presente desde os primeiros anos e busca ampliar repertório e fluência em idiomas, diferenciais em um contexto cada vez mais internacionalizado.

“Somos uma escola genuinamente bilíngue”, garante a diretora geral. ”Acreditamos na potência de trazer uma segunda, terceira língua para os nossos alunos desde a tenra infância”, afirma Fátima.

A consolidação do projeto veio com a formação da primeira turma do ensino médio, em 2025, um marco na expansão da escola, que começou com a educação infantil e avançou gradualmente até completar o ciclo básico.

Para ex-alunos, o impacto da proposta vai além da sala de aula. “O principal diferencial da escola é a escuta aos estudantes”, diz Vítor Reis Gomes de Aguiar, formado em 2025. “E os professores entram juntos nessa. É um ensino bem acolhedor, em todos os sentidos”, completa o estudante. Giulia Sá Laranjeira, também ex-aluna, afirma que a Aubrick abriu muitas portas para ela. “Eu fui para lugares que eu nunca imaginei que iria”. 

Mudança de paradigma

O movimento observado na escola acompanha uma tendência mais ampla no setor educacional, que busca equilibrar desempenho acadêmico com o desenvolvimento de competências socioemocionais, diante de incertezas sobre as profissões do futuro e o impacto crescente da tecnologia.

As informações fazem parte do quarto episódio da série documental Educação e Futuro, uma iniciativa da EXAME  e Saint Paul dedicada a contar histórias e discutir caminhos para o ensino no Brasil. O episódio já está disponível.

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