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Entenda como picapes de R$ 469 mil têm espera de dez meses no Brasil

Para Breno Kamei, diretor da Ram na América do Sul, resultados poderiam ter sido ainda melhores no ano passado
 (Divulgação/Ram)
(Divulgação/Ram)
Por Gabriel AguiarPublicado em 20/01/2022 16:55 | Última atualização em 21/01/2022 11:20Tempo de Leitura: 6 min de leitura

As picapes gigantes da marca Ram caíram no conhecimento popular após o hit “Vem ni mim Dodge Ram”, do cantor Israel Novaes, há cerca de dez anos. Apesar de ter sido lançado na década de 1980 pela Dodge, o modelo ganhou independência e se tornou marca própria em 2010. Desde dezembro de 2020, há duas opções disponíveis por aqui: a tradicional 2500 e a “novata” 1500, ambas à venda por 469.990 reais. E os emplacamentos quase dobram há dois anos consecutivos.

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Para ter ideia, a Ram 2500 – considerada um veículo pesado e que, por isso, exige habilitação C para caminhões – liderou o mercado acima de 400 mil reais e vendeu 2.227 unidades em 2021. “Existia a possibilidade de vender mais, mas esbarramos na crise de semicondutores e de logística que afetou toda indústria automotiva”, diz Breno Kamei, diretor da marca na América do Sul.

Quem quiser levar uma das picapes da marca para casa, terá de esperar pelo menos dez meses após fechar negócio. “Em algumas versões específicas, a espera é até maior. Mas isso também aconteceu com concorrentes e até carros nacionais. Percebemos que não teve impacto negativo na demanda e nós esperamos que a espera diminua já nos próximos meses”, afirma o executivo.

No aquecimento para 2022, a Ram 2500 foi anunciada na edição especial Rodeo, limitada a apenas 100 veículos. Resultado: esgotou em 10 horas. Por outro lado, a Ram 1500 – posicionada como rival de esportivos como Chevrolet Camaro e Ford Mustang devido à opção pelo motor V8 4.0 de 400 cv de potência movido somente a gasolina – teve 533 emplacamentos no último ano.

Leia a entrevista completa com o diretor da Ram na América do Sul:

Breno Kamei, diretor da Ram na América do Sul

Breno Kamei, diretor da Ram na América do Sul (Ram/Divulgação)

Qual foi a estratégia da Ram para o ano passado?

“O plano de expansão da marca começou a ser desenhado há algum tempo. Então, desde 2020, nós executamos dessa estratégia, que, obviamente, prevê mais anos para a frente, tanto no Brasil como na América do Sul. Ele foi estruturado para cobrir diversos pontos do negócio, baseado no potencial aspiracional e com oportunidade de desenvolver uma marca premium na categoria.

Mapeando tudo que acontece no Brasil e no mundo, o potencial de picapes vem crescendo e a Ram tem produtos que casam muito com essa demanda. Por aqui, temos vocação com o agronegócio e a geografia do país, o que torna esse potencial ainda mais interessante. Trabalhamos nos produtos, na adequação de concessionários, no showroom, na oficina e novos pontos de venda.

Também evoluímos em custos de manutenção e reparos, que sempre sofrem questionamentos com veículos importados. Como resultado, tivemos uma forte valorização dos preços, acima da média no segmento premium. Também investimos em publicidade e marketing para criar um posicionamento regional, porque a Ram é mais premium no Brasil que em qualquer outro marcado”.

Como adaptar uma marca que não é premium no mercado de origem?

“Nós partimos de um ponto privilegiado, mas que também foi construído pelos produtos desde que eram vendidos pela Dodge, sempre posicionados como premium. Como veículo importado, oferecia mais segurança, tecnologia e potência. Esse segmento surgiu como veículo de trabalho, mas evoluiu até a Ram 1500 vencer como ‘Carro de Luxo de 2020’ nos EUA brigando com SUVs”.

Como a marca foi afetada pela crise de produção de semicondutores?

“Tenho certeza de que a gente teria batido a meta de dobrar as vendas quando comparados a 2020 caso não houvesse problemas de fornecimento. Toda a indústria perdeu produção e não somente a Ram e a Stellantis [que também é dono de Citroën, Dodge, Fiat, Jeep e Peugeot, por exemplo]. Essa crise também comprometeu o escalonamento de produção e entrega dos veículos.

Toda a cadeia logística passou por muitos desafios, principalmente se tratando de modelos feitos na América do Norte. Não foram apenas os semicondutores. Nossos prazos de entrega aumentaram e é até bom citar que fizemos tudo que pudemos para mitigar os impactos. Mas foi inevitável que, com o aumento da carteira de clientes e redução na produção, a espera aumentasse”.

Qual é a expectativa de vendas da Ram para 2022?

“Ainda não podemos comunicar nossas previsões de vendas, mas esperamos manter o crescimento. Também teremos novidades de produtos [como é o caso da já anunciada Ram 3500, futuro modelo que será ainda maior que os atuais], o que nos ajudará com esse objetivo. Queremos estar entre as marcas de maior destaque na categoria premium e evoluímos muito neste sentido”.

Existe algum plano de investimento que contemple Ram?

“Estamos investindo na marca e o plano é continuar assim. Existe uma estratégia em conjunto, não apenas da Ram, mas também da rede. Vamos adicionar novos pontos de venda, novos produtos, o que requer investimentos dos parceiros. Do ponto de vista da marca, vamos investir para a Ram se tornar cada vez mais conhecida e familiar do público. São projetos para longo prazo”.

Como lidar com as variações cambiais dos últimos meses?

“Sofremos como todos os outros fabricantes que trabalham com importados. Claro que as questões cambiais impactam muito. Mas, por outro lado, vemos diversos setores da economia que avançam, como o agronegócio e outros segmentos que tiveram produção valorizada. Isso acabou equalizando os impactos. Mas os números seriam melhores não fosse pelo dólar e pela inflação”.

Quais são os maiores desafios da marca para este ano?

“Continua sendo a incerteza da pandemia. Esperamos que tudo se normalize no segundo semestre, mas ainda sofremos alguns impactos devido à covid-19 e falta dos semicondutores. São desafios que também afetam outras marcas, mas já vemos indícios de melhora. Existe uma luz no fim do túnel. O mercado deve melhorar, apesar de ser ano eleitoral, o que também cria instabilidade”.

Como vê a chegada de rivais como Chevrolet Silverado, Ford F-150 e Toyota Tundra?

“Competição é sempre bem-vinda, porque beneficia os consumidores e o desenvolvimento do nosso mercado. Nós já convivemos com vários deles em outros países, seja nos EUA ou na América Latina. Obviamente nosso trabalho fica mais desafiador, mas confiamos no plano que traçamos e na marca. No fim, nosso dia a dia será mais emocionante e isso faz parte da indústria automotiva”

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