Engevix pode demitir 7 mil se não receber empréstimo

Cerca de R$ 63 milhões estão retidos há 6 meses pela Caixa Econômica Federal e a empresa chegou a uma situação “limite”

São Paulo – A Engevix pode demitir 7 mil trabalhadores se não conseguir um empréstimo da Caixa Econômica Federal.

Os funcionários do estaleiro ERG no município de São José do Norte (RS) estão com os empregos em risco, caso o banco não libere um empréstimo de 63 milhões de reais, retido desde outubro do ano passado.

As informações são do Valor Econômico. Como o dinheiro está retido há 6 meses, a empresa chegou a uma situação “limite”, segundo o jornal. 

O valor de 63 milhões de reais é a primeira fatia de um total de 200 milhões de reais, concedidos ao estaleiro pelo Fundo de Marinha Mercante e que seriam repassados pela Caixa.

O empréstimo seria usado para financiar a construção de navios-plataforma, encomendados pela Petrobras para explorar o petróleo na camada pré-sal.

Além do risco no estaleiro ERG, a companhia paralisou a construção de 3 sondas para a Sete Brasil, empresa parceira na Petrobras e que também enfrenta dificuldades para obter empréstimos.

Como alternativa, executivos da Engevix estão na China, para negociar um empréstimo de 200 milhões de dólares. De acordo com o jornal, a operação estaria quase fechada, porém depende da liberação de crédito da Caixa.

Enquanto não recebe os pagamentos bloqueados, a companhia tenta renegociar suas dívidas com 11 bancos.

A Caixa e outras instituições financeiras brasileiras estão bloqueando empréstimos a empresas citadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Em novembro, o presidente da Engevix, Cristiano Kok, foi preso. Além dele, Gerson Almada, um dos vice-presidentes, e os diretores Carlos Eduardo Strauch Albero e Newton Prado Júnior também foram detidos

A Engevix não é a única companhia na indústria naval com dificuldades. Desde dezembro do ano passado, estaleiros já demitiram 10 mil pessoas.

Até julho, se a crise se agravar e a situação da Petrobras e da Sete Brasil continuarem indefinidas, o número pode subir para 40 mil demissões, segundo de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). 

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