Negócios

Engenheira deixa carreira para empreender com produtos artesanais brasileiros

Caroline Gonçalves decidiu empreender após dez anos na profissão; Hoje, é proprietária da Maria Iguaria, que vende de cervejas a queijos artesanais

Caroline Zanon Gonçalves, proprietária da Maria Iguaria (Sebrae/Divulgação)

Caroline Zanon Gonçalves, proprietária da Maria Iguaria (Sebrae/Divulgação)

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Agência Sebrae de Notícias

23 de janeiro de 2023, 14h07

A engenheira civil Caroline Zanon Gonçalves decidiu que era hora de mudar de área após dez anos de profissão. Com o desejo de empreender, ela procurou orientação com o Sebrae/PR. “A instituição oferecia uma solução adequada para o momento. Ainda estava cogitando ideias”, conta. Hoje, ela comanda o que define como uma “casa de sabores”, batizada de Maria Iguaria, inaugurada em novembro de 2022, em Maringá, região noroeste do Paraná.

Ao iniciar no #PartiuEmpreender, em 2022, programa para quem está começando ou pensa em abrir uma empresa, Caroline imaginava abrir um empório de queijos, vinhos e embutidos. “Principalmente, por ser fora da minha área, fui buscar uma consultoria empresarial, para ser mais assertiva nessa mudança”, diz a empreendedora.

Com o conteúdo, Caroline amadureceu a ideia e passou a cogitar produtos que poderiam ser considerados iguarias, isso ao colocar o artesanal em destaque e atrelar a excelência dos produtos. “Com as pesquisas dentro do programa, fomos conhecendo a riqueza dos produtos artesanais brasileiros. Nos apaixonamos, era aquilo. Produtos com qualidade inquestionável, feitos por pessoas de verdade, com uma história e realidade por trás”, conta Caroline.

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A empresa comercializa apenas produtos artesanais brasileiros, com reconhecimento de qualidade e que sejam rastreáveis. “Gostamos de conhecer os fornecedores. Sabemos a história por trás de cada produto que vendemos e, também por isso, conseguimos garantir a excelência que nos propusemos a entregar”, explica Caroline.

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Atualmente, são 15 fornecedores de itens como embutidos, queijos, vinhos de vinificação natural, cervejas artesanais, geleias, chocolates, doce de leite, azeites, cafés especiais. Os produtos são principalmente do Paraná, de onde vem o presunto cru, por exemplo, de São Paulo, onde ficam fornecedores de queijos, e do Rio Grande do Sul, de onde vêm os vinhos. A empreendedora comenta que, por falta de informação ou por questões burocráticas, há produtores que não possuem registro de inspeção sanitária que permita a venda fora de seus municípios, o que ainda é um desafio comercial para o ramo em quem ela está.

A ideia é ampliar parcerias como produtores locais, a exemplo das já existentes com uma ceramista, com uma fornecedora de antepastos e com outros de pães de fermentação natural. A mudança do ponto comercial para uma casa e a oferta de serviço de happy hour também estão no radar. Com movimento animador, a expectativa é recuperar o valor do investimento em dois anos.

“Outro desafio é que a população reconheça cada vez mais esse valor agregado. O nosso presunto cru tem qualidade equiparável a um italiano, o azeite que vendemos é da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, e reconhecido mundialmente, o cacau do chocolate é selvagem, colhido em meio à floresta amazônica, por comunidades locais. Tudo tem o mínimo de conservantes ou não tem. É, também, sobre comer melhor”, comenta Caroline.

Além do #PartiuEmpreender, a empreendedora acessou o Sebraetec para montar a identidade do negócio. O programa promove o acesso a soluções inovadoras e tecnológicas junto a empresas fornecedoras, com subsídio de 70% do valor do projeto, pelo Sebrae/PR.

A consultora do Sebrae/PR, Patricia Santini, destaca que o #PartiuEmpreender abre oportunidades de aprendizado e dá suporte para os primeiros passos de empreendedores como Caroline. Uma das reflexões às quais a participante foi levada, referia-se ao aprofundamento no desejo do cliente.

“Como me aprofundo e entendo se o que estou pensando realmente resolve ou traz um diferencial para ele? Meu negócio faz sentido? Algumas ferramentas que propõem esse tipo de abordagem ajudam a estruturar melhor a ideia e a validar o negócio no mercado”, explica Patricia.

Uma investigação para identificar se o mercado tem espaço, um nicho ou aceitação para o negócio, é considerada essencial. “O Partiu Empreender, a Comunidade de Novos Negócios, as pesquisas desenvolvidas pelo Sebrae, os estudos de mercado e outras soluções ajudam com informações importantes para quem está começando. É preciso planejar, preparar a ideia, ajustar e se aprofundar no segmento pretendido”, finaliza a consultora.

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