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Em meio à recuperação judicial, empresa compra 13,2% da dona da Tok&Stok; dois fundos deixam grupo

Movimento ocorre após grupo apresentar plano para reestruturar dívida superior a R$ 1 bilhão; proposta prevê até eventual venda da Mobly

Tok&Stok, marca do Grupo Toky: companhia apresentou nesta semana seu plano de recuperação judicial (Tok&Stok/Divulgação)

Tok&Stok, marca do Grupo Toky: companhia apresentou nesta semana seu plano de recuperação judicial (Tok&Stok/Divulgação)

Publicado em 21 de agosto de 2026 às 10h50.

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A Paladino Capital adquiriu 13,21% das ações do Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, em uma movimentação na estrutura acionária da companhia enquanto o grupo atravessa um processo de recuperação judicial.

A mudança foi comunicada pelo Grupo Toky na quinta-feira, 20. Além da entrada da Paladino, a Soller Participações passou a deter 17,58% das ações da companhia.

Na outra ponta, fundos administrados pela SPX Private Equity e pela DSK Capital deixaram a base acionária do grupo.

Os fundos da SPX venderam a participação de 11,49% que mantinham na Toky, incluindo bônus de subscrição. A gestora permaneceu apenas com 80,9 mil debêntures conversíveis da companhia. Os fundos administrados pela DSK também negociaram sua participação.

A reorganização ocorre em um momento delicado para o Grupo Toky. A companhia pediu recuperação judicial em maio, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão, e teve o processamento do pedido aceito pela Justiça em junho.

No segundo trimestre, o grupo registrou prejuízo líquido de R$ 232,7 milhões, ante resultado negativo de R$ 88,9 milhões no mesmo período de 2025.

Grupo apresentou plano para sair da crise

A mudança na composição acionária acontece poucos dias depois de o Grupo Toky apresentar à Justiça seu plano de recuperação judicial. O documento, obtido com exclusividade pela EXAME, estabelece as condições que serão oferecidas aos credores e as alternativas previstas para reorganizar o passivo e financiar a continuidade das operações.

O plano ainda precisa passar pelos credores. Após a publicação do edital, eles poderão apresentar objeções. Caso isso aconteça, será convocada uma Assembleia Geral de Credores para deliberar sobre a proposta.

Entre as medidas previstas está a possibilidade de converter dívidas em ações da própria Toky. Credores quirografários poderão optar por receber 100% dos créditos por meio de ações ordinárias emitidas em um aumento de capital.

O plano também prevê a busca por investidores estratégicos, seja por meio de participação no capital das empresas do grupo, seja pela emissão de títulos de dívida.

Venda da Mobly está entre as possibilidades

Outro ponto relevante do plano é a possibilidade de venda da Mobly como parte da reestruturação.

A proposta prevê a criação de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) que poderá reunir ativos, contratos e operações ligados à Mobly. Essa estrutura permitiria que o negócio fosse vendido de forma independente, sem envolver necessariamente a alienação de todo o Grupo Toky.

A UPI poderá ser estruturada em até 24 meses após a homologação do plano, prazo que poderá ser prorrogado por outros 24 meses. Uma eventual venda deverá ocorrer por processo competitivo. Metade dos recursos líquidos obtidos seria destinada à antecipação de pagamentos a determinados credores financeiros.

Apesar das alternativas previstas para reorganizar o negócio, o documento não estabelece o fechamento de lojas da Tok&Stok nem um programa de demissões. A proposta afirma que as empresas pretendem manter suas atividades durante o processo de recuperação.

Acompanhe tudo sobre:Tok&StokRecuperação Judicial

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