Em forte expansão, Subway abre novo modelo de loja no Brasil

Além da mudança no visual das lojas e em sua marca, a Subway também deverá trazer novidades para o seu cardápio

São Paulo – Com design mais claro, fresco e digital, o novo modelo de lojas da Subway chegou ao Brasil. Batizado de Fresh Foward, as lojas marcam um novo momento da rede no país.

Nos novos restaurantes, os ingredientes ganham mais destaque. Os pães ficam expostos em uma vitrine de vidro – antes, ficavam escondidos em um forno onde são aquecidos. Pimentões, tomates e outros legumes também ganham prateleiras como se estivessem em um supermercado.

Ao invés dos painéis fixos e banners, o menu e as promoções passam a ser exibidas em televisores. Também será possível fazer o pedido em totens digitais nas lojas de rua, que são maiores que as de shopping e representam 80% do total instalado no Brasil.

A transformação da marca começou nos Estados Unidos, país natal da empresa, em julho do ano passado. Desde então, o novo modelo chegou a 18 países, com 193 restaurantes prontos e 247 em fase de projeto ou reforma.

No Brasil, o modelo chegou primeiro a Belo Horizonte. A segunda unidade, que marcou o lançamento oficial da nova identidade, foi aberta no dia 20 de março no shopping Metrô Santa Cruz, em São Paulo.

O plano é reformar uma loja no novo modelo em cada grande região em que o Subway atua. “Dessa forma, os franqueados olham para a loja nova e se inspiram para investir na reforma da própria loja”, afirmou Leandro Florio, gerente de marketing para o Brasil.

Além da mudança no visual das lojas e em sua marca, a Subway também deverá trazer novidades para o seu cardápio. Além das opções de customização, há 16 sanduíches fixos. Deles, 11 são fixos para todos os países e cinco seguem os gostos regionais.

O de frango defumado com cream cheese, um dos mais populares por aqui, é exclusivo do país, por exemplo. “Enquanto nos Estados Unidos os sanduíches com frios, como presunto e peito de peru, são mais populares, aqui os consumidores preferem as opções com carne ou frango”, diz Florio.

Franqueados

Todos os 2.122 restaurantes da Subway no Brasil são franquias, administradas por cerca de mil franqueados. O investimento para abrir uma unidade Subway é de, pelo menos, 300 mil reais para uma unidade em um shopping, sem considerar o ponto físico. Lojas de rua, por serem maiores, também são mais caras.

As unidades que serão abertas a partir de agora já contarão com o novo modelo e as antigas serão reformadas aos poucos. O custo da transformação para o modelo Fresh Foward é de cerca de 100 mil reais, que deve ser investido pelo franqueado.

“A empresa ajuda o franqueado a encontrar linhas de crédito”, afirmou Paul Davis, diretor regional de marketing da Subway.

A reforma das lojas já está no contrato de licenciamento e deve ser feita a cada cinco anos, para renovar o visual. Por isso, Davis prevê que todos os restaurantes do Brasil estarão no novo formato no máximo até 2023.

Crescimento

A Subway chegou ao Brasil em 2002, mas teve uma expansão tímida nos seus primeiros anos. Em 2008, eram apenas 180 restaurantes. De lá para cá, elegeu o Brasil como uma de suas prioridades de desenvolvimento e cresceu mais de 10 vezes em uma década – hoje já são 2.122 unidades.

Com a expansão, o país passou a ser o quarto mercado mais importante para a rede, atrás dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

Para sustentar a expansão e garantir os melhores preços aos franqueados, as compras de suprimentos e matérias primas, inclusive alimentos, são feitos por uma cooperativa independente. A maior parte dos suprimentos, inclusive mobiliário de loja, é de origem nacional, o que deixa o preço mais barato.

“Trabalhamos muito para desenvolver fornecedores que pudessem nos atender, por conta do nosso volume”, afirmou Philippe de Frivel, presidente da cooperativa de compras dos franqueados para a América Latina, a IPC.

Depois de uma expansão acelerada, a rede está em um novo momento no país. Nos últimos dois anos, a companhia está reavaliando seu portfólio, cardápio e rede de restaurantes, para buscar maior eficiência, afirmou Davis, mas sem deixar de abrir novas unidades.

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