A página inicial está de cara nova Experimentar close button

Em 2020, lucro da Ambev cai, mas Zé Delivery bate as 27 milhões de entregas

No último trimestre, o lucro da Ambev foi 63,3% maior do que no mesmo período de 2019

A cervejaria Ambev apresentou nesta quinta-feira, 25, seus resultados trimestrais. Em 2020, o lucro líquido acumulado diminuiu 3,7% e chegou a R$ 11,7 bilhões.

O mundo está mais complexo, mas dá para começar com o básico. Veja como, no Manual do Investidor

No último trimestre, no entanto, o lucro foi 63,3% maior do que no mesmo período de 2019. O valor de R$ 6,8 bilhões no lucro líquido representa mais da metade do lucro no ano. Segundo o relatório da empresa, o maior EBITDA e os créditos tributários do país foram responsáveis pelo aumento. 

Os resultados do 4º trimestre foram impactados por R$4,3 bilhões em créditos tributários por uma decisão de inconstitucionalidade da inclusão do ICMS no cálculo do PIS e da COFINS dada pelo Supremo Tribunal Federal em 2017.  

Em um ano de pandemia, com bares fechados e festas como o Carnaval cancelados, a cervejaridestaca os resultados de inovação no negócio. Em especial, o aplicativo de entregas de bebidas Zé Delivery.  

Em 2020, 27 milhões de entregas foram realizadas pelo aplicativo, que já está em mais de 200 cidades no Brasil.  

Em nota, Jean Jereissati, CEO da Ambev, comenta que a entrega de comida impactou a rotina das pessoas no mundo, e que o mesmo deve acontecer com a entrega de bebidas. “E estamos extremamente satisfeitos por ter o aplicativo líder de entrega de bebidas do Brasil.” 

Segundo o analista de bebidas alcoólicas da Euromonitor Internacional, Rodrigo Mattos, o relatório mostra o resultado da empresa no período de sazonalidade positiva e deve indicar o que se pode esperar do primeiro trimestre de 2021.  

“Em 2020 vimos um cenário atípico moldando e reformulando as tendências e prioridades dos consumidores, porém os últimos relatórios da AMBEV mostraram a força nas cervejas e a sua importância para o consumidor brasileiro, com performances positivas do chamados “core plus” como Brahma Puro Malte e Skol Duplo Malte, além da capacidade de inovação da AMBEV, inclusive no que tange o sucesso do Zé Delivery”, comenta ele. 

O crescimento do portfólio premium de cervejas impulsionou o resultado, com destaque para a Brahma Puro Malte, que liderou o crescimento da companhia.  

Segundo relatório, o consumo dos seus produtos cresceu com o crescimento forte no Brasil e com a recuperação na América Latina (Sul). “Em uma visão consolidada, nossos volumes apresentaram crescimento orgânico de 7,6% no trimestre e 1,4% no acumulado do ano”, diz o documento. 

Nos últimos três meses de 2020, a Ambev vendeu 50,9 milhões de hectolitros. A receita líquida da empresa aumentou 13,4% no 4º trimestre, com o crescimento no volume e de 5,3% da receita líquida por hectolitro. Brasil, América Central, Caribe e América Latina Sul tiveram crescimento, mas a receita caiu no Canadá (-4,7%). 

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou 8,9 bilhões de reais, uma queda orgânica de 0,1% ano a ano, com a margem recuando 5 pontos, para 48,2%. A margem bruta também caiu para 55,8%.

Projeções compiladas pela Refinitv apontavam lucro líquido de 3,931 bilhões de reais e Ebitda de 7,109 bilhões de reais.

Para 2021, a Ambev espera enfrentar impactos significativos de câmbio, assim como de commodities, que pressionarão a margem Ebitda. Nossa taxa média de hedge de real por dólar para 2021 é de 5,29 reais (+31,9%).

"Como resultado, esperamos que nosso CPV (custo de produto vendido) excluindo depreciação e amortização por hectolitro aumente entre 20% e 23% em Cerveja Brasil", estimou a empresa.

Por outro lado, a companhia disse que começou o ano com o "forte momentum" em termos de receita, liderado por um crescimento maior que 10% no volume de Cerveja Brasil, mesmo sem as habituais festividades de Carnaval.

"O crescimento do volume, juntamente com o melhor desempenho da ROL/hl, graças à implementação de nossa estratégia comercial e melhor mix, serão dois dos principais drivers para compensarmos parcialmente as pressões sobre o custo."

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 4,90/mês
  • R$ 14,90 a partir do segundo mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 129,90/ano
  • R$ 129,90 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 10,83 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também