Elon Musk, da Tesla, é contra a quarentena: "liberte a América agora"

Os EUA são o epicentro da doença, com 1 milhão de infectados pelo coronavírus; as consequências do afrouxamento em alguns países, até agora, foram graves

Elon Musk, principal acionista da fabricante de carros elétricos Tesla, é contrário à quarentena pela pandemia de coronavírus. Em seu perfil no Twitter, Musk escreveu uma série de postagens defendendo o fim do lockdown, aumentando sua coleção de frases controversas. "Liberte a América agora", publicou. "Devolva à liberdade às pessoas!", tuitou ao citar um artigo de opinião do jornal Wall Street Journal.

No último fim de semana, segundo a agência de notícias Bloomberg, operários das áreas de estamparia e pintura da fábrica da Tesla na cidade de Fremont, na Califórnia, receberam mensagens por email de seus supervisores pedindo que retornem ao serviço nesta quarta-feira, 29. O plano é retomar a produção na próxima segunda-feira, 4 de maio, quando iria se encerrar o período de quarentena decretado pelo governo local para combater a pandemia.

Há dúvidas se Musk vai levar adiante a ideia de religar a fábrica da Tesla, mas seus tuites podem apontar para uma confirmação. As autoridades sanitárias do condado de Alameda, onde fica a unidade industrial, anunciaram na segunda-feira que pretendem estender a quarentena na região até o fim de maio.

O fechamento de todos negócios não essenciais na área foi decretado no dia 16 de março. Mesmo assim, a Tesla desafiou a proibição das autoridades sanitárias e manteve a fábrica funcionando por quase uma semana. Fechou a unidade no dia 23 de março e, desde então, vem tentando convencer o governo local que sua atividade é essencial e deve ser liberada.

Com quase 40 milhões de habitantes, a Califórnia é o estado mais populoso dos Estados Unidos e foi o primeiro no país a decretar quarentena para evitar a propagação do coronavírus. As medidas de isolamento têm surtido efeito. Até ontem, a Califórnia tinha 1.815 mortos por covid-19, ou cinco óbitos por 100.000 habitantes. Em Nova York, são 91 óbitos por 100.000 moradores. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com 1 milhão de infectados e mais de 56 mil mortes.

Se depender dos exemplos de países que flexibilizaram a quarentena, a vontade de Musk não será feita por algum tempo (ao menos sem graves consequências). Na Alemanha, os resultados do afrouxamento foram negativos e os casos de coronavírus aumentaram.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 1,90

Nos três primeiros meses,
após este período: R$ 15,90

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Atenção! A sua revista EXAME deixa de ser quinzenal a partir da próxima edição. Produziremos uma tiragem mensal. Clique aqui para saber mais detalhes.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.