Antony Fedlallah, fundador da PitCap: máquinas de higienização de capacetes trazem praticidade para os motociclistas (PitCap/Divulgação)
Repórter
Publicado em 2 de maio de 2026 às 10h00.
São Paulo possui cerca de 10 milhões de motociclistas, segundo dados da Associação Brasileira dos Motociclistas (ABRAM). Entre tantos que dependem da moto para o dia a dia, surgem demandas que talvez nem eles soubessem que precisavam.
A PitCap, empresa criada no final de 2025, desenvolveu uma máquina para higienizar capacetes de moto. A ambição do fundador da marca, Antony Fedlallah, é ganhar espaço no mercado brasileiro expandindo por franquias e faturar R$ 12 milhões até o final de 2026.
A inspiração para o negócio veio de uma viagem aos Estados Unidos, onde Fedlallah observou uma cena curiosa: motociclistas em fila para higienizar seus capacetes.
"Eu vi a fila e, como um bom brasileiro, fiquei curioso para entender o que estava acontecendo. Quando percebi que era um processo de higienização de capacetes, me interessei, mas não consegui obter muita informação na hora", conta o fundador, que antes de se lançar nesse novo projeto, tinha lojas de confecção no Brás, em São Paulo.
Ao voltar ao Brasil, ele decidiu pesquisar mais sobre o que viu lá fora. Depois, durante uma viagem à China para encontrar outras versões da tecnologia, o conceito de higienização de capacetes se mostrou ainda mais promissor.
"O Brasil tem uma grande quantidade de motoqueiros. A maioria possui, pelo menos, dois capacetes, e isso abre um mercado potencial", afirma.
Diferente de empreendedores que optam por importar soluções prontas, a PitCap fabrica suas máquinas no Brasil.
"Optamos por produzir localmente para ter mais controle sobre o processo. A manutenção e a reposição de peças seriam mais fáceis se houvesse qualquer problema. A nossa máquina é 100% nacional", explica. "O feedback tem sido muito positivo, e o processo é muito simples. Leva apenas 4 minutos para higienizar um capacete, que sai livre de vírus e bactérias", complementa.
Hoje, a PitCap possui oito máquinas instaladas em pontos estratégicos de São Paulo e no interior paulista, como postos de gasolina e supermercados. A empresa, porém, tem planos ambiciosos de expandir para outras regiões do Brasil por meio de franquias.
"O modelo de franquia oferece a oportunidade de qualquer empreendedor investir e operar uma unidade. O custo inicial é acessível: R$ 6 mil de taxa de franquia e R$ 17,5 mil pela máquina. A partir da quinta máquina, o franqueado não paga mais a taxa", detalha o fundador.
Com esse modelo, o objetivo é chegar a 200 a 300 unidades em funcionamento até o final de 2026.
"A ideia é que a franquia seja escalável e, ao mesmo tempo, acessível. Já temos franqueados de Minas Gerais e Sobral e continuamos recebendo muitos interessados", destaca.
O serviço custa R$ 10 por lavagem. A máquina funciona de forma totalmente automatizada: o usuário coloca o capacete no compartimento, faz o pagamento e, em seguida, a máquina realiza a higienização com vapor e raios UV. Em menos de 4 minutos, o capacete sai limpo, higienizado e perfumado.
"Com um bom ponto de venda, é possível ter um faturamento significativo. O processo é rápido e simples, e a manutenção é mínima", afirma o fundador. Nosso foco é atender a uma demanda crescente, oferecendo um serviço simples, eficaz e com bom retorno financeiro para os franqueados", conclui o fundador.
A frota nacional de motocicletas cresceu 42% no período de uma década, de 2015 a 2024, ano em que o total de veículos motorizados de duas rodas atingiu 35 milhões no país. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Esse volume ganhou outro impulso com os aplicativos de transporte e entrega: plataformas como Uber, 99 e iFood passaram a ter categorias ou operações ligadas a motos, ampliando o uso diário do capacete nas grandes cidades.