Negócios

Ela vendia biscoitos aos 12 anos e assim criou uma marca de US$ 100 milhões

Nicole Bernard Dawes transformou uma experiência infantil em lições valiosas sobre finanças, marca e crescimento

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 16 de março de 2026 às 11h52.

Última atualização em 16 de março de 2026 às 14h22.

Antes de colocar suas marcas nas gôndolas de milhares de supermercados, Nicole Bernard Dawes começou de forma quase cinematográfica, com um pequeno carrinho vermelho, biscoitos de US$ 1 e uma rotina que misturava curiosidade, disciplina e faro comercial.

O que parecia uma brincadeira de infância acabou se tornando a base de uma trajetória empresarial marcada por visão de produto, controle de custos e capacidade de escalar negócios em mercados altamente competitivos.

Para o universo das finanças corporativas, sua história vai muito além do empreendedorismo inspirador. Ela revela como decisões tomadas cedo sobre precificação, estrutura de custos, posicionamento e expansão podem sustentar marcas relevantes e operações de grande valor. As informações foram retiradas da Fortune.

Para profissionais que desejam fortalecer sua capacidade de análise financeira e tomada de decisão, há um treinamento disponível por R$ 37 voltado ao desenvolvimento em finanças corporativas.

A infância já parecia uma sala de reunião em miniatura

Nicole Bernard Dawes descobriu cedo que vender não era apenas convencer alguém a comprar. Era entender produto, margem, percepção de valor e consistência. Aos 12 anos, ela e uma amiga criaram um negócio de biscoitos e passaram a vender para delicatessens locais, uma iniciativa que, ao longo de um verão, rendeu US$ 500.

Para uma pré-adolescente, era muito dinheiro. Para o mercado, era um sinal precoce de algo mais importante. Aquela experiência ensinou fundamentos que continuam no centro de qualquer operação financeiramente saudável, como controlar custos, definir um preço justo e construir demanda de forma inteligente.

O detalhe mais valioso talvez esteja no bastidor. Dawes não apenas vendia biscoitos. Ela aprendia, na prática, que resultado financeiro não nasce só da boa ideia. Ele depende de estrutura, disciplina e leitura de mercado.

Late July mostrou como um negócio pode sair da cozinha e ganhar escala nacional

Quatro anos depois de atuar na Cape Cod, Dawes decidiu seguir um caminho próprio. Em 2003, grávida do primeiro filho, lançou a Late July. A marca de chips de tortilla orgânicos e não transgênicos nasceu de forma enxuta, mas cresceu ao longo de uma década até atingir US$ 100 milhões em vendas anuais.

O avanço da operação chamou a atenção da Campbell’s, que comprou uma participação majoritária em 2014 e concluiu a aquisição da empresa em 2018.

Sob a ótica das finanças corporativas, a trajetória da Late July é um caso clássico de construção de valor. Houve leitura de tendência de consumo, posicionamento claro, fortalecimento de distribuição e ganho de escala suficiente para atrair um grande player estratégico. Não se trata apenas de criar uma marca querida pelo consumidor. Trata-se de desenvolver um ativo com potencial de expansão, relevância comercial e atratividade para aquisição.

As inscrições para o pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME em parceria com a Saint Paul estão abertas por R$ 37.

Nixie reforça a lógica de reinvestir experiência em novas avenidas de crescimento

Após a aquisição da Late July, Dawes não desacelerou. Ela lançou a Nixie, marca de refrigerantes sem açúcar e com embalagem sustentável, com sabores que vão de cola e root beer a ginger ale e cream soda.

Ao longo de oito anos, a empresa conquistou espaço em uma categoria disputada, competindo com nomes como Olipop e Poppi. Em 2025, a Nixie levantou quase US$ 27 milhões em investimentos. Seus produtos passaram a ser vendidos em mais de 11 mil grandes varejistas, como Whole Foods, Sprouts, Safeway e Ralph’s, além de canais como Amazon e Instacart. A marca também recebeu reconhecimento recente ao vencer a categoria de melhor nova bebida orgânica no Organic Night Out Awards Natural Products Expo.

A lógica aqui é muito valiosa para executivos financeiros. Dawes mostra como conhecimento acumulado, execução consistente e leitura de categoria podem ser reaplicados em um novo negócio. Em vez de depender de uma única empresa de sucesso, ela construiu uma nova frente de crescimento com proposta adaptada às demandas atuais do mercado.

Aprenda a gerenciar o orçamento de empresas

Casos de empresas que enfrentam dificuldades por falhas na gestão financeira são comuns no mercado. De startups a grandes corporações, o desafio envolve manter controle rigoroso das finanças e tomar decisões estratégicas baseadas em dados.

Essa responsabilidade não se limita à alta liderança. Profissionais de diferentes áreas que dominam fundamentos financeiros ampliam sua relevância e capacidade de crescimento na carreira.

Com esse objetivo, EXAME e Saint Paul disponibilizaram, por tempo limitado, mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

O programa é voltado a profissionais que desejam aprofundar conhecimentos em gestão financeira e desenvolver competências estratégicas no ambiente corporativo.

Ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a conteúdos sobre análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.

Entre os diferenciais do programa estão conteúdo desenvolvido por especialistas do mercado, carga horária de três horas, certificado de conclusão, aulas ao vivo com espaço para perguntas e interação com outros profissionais.

As vagas podem ser garantidas por R$ 37 no Pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME em parceria com a Saint Paul.

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingBranded Marketing Finanças

Mais de Negócios

Como uma indústria de madeira virou um negócio de R$ 5 milhões com nove pessoas

Como o surfe e o suco de laranja impulsionam marca de R$ 65 milhões em SC

Eles transformaram uma pizzaria abandonada em uma rede de R$ 53 milhões — e querem ir além

Como eles faturaram R$ 1 milhão em nove meses com leite de banana