(Reprodução/LinkedIn)
Redação Exame
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 11h55.
Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 11h59.
A advogada colombiana Isabella Espinosa, 30 anos, tomou uma decisão improvável: trocou uma promissora carreira jurídica para apostar em um projeto paralelo nascido em suas anotações universitárias.
O que começou como uma ideia pessoal em 2016, em Bogotá, evoluiu para a Baobab, uma marca de moda sustentável que movimentou US$ 200 mil em 2020 e, em apenas quatro anos, atingiu a marca de US$ 13 milhões em faturamento.
Espinosa apostou em uma operação extremamente enxuta para tirar o negócio do papel, chegando a utilizar a mesada que sua mãe lhe dava para o almoço como capital inicial. Hoje, sua marca está presente em 52 países, com mais de 450 pontos de venda e parcerias com gigantes do varejo como Saks, Bloomingdale's e Revolve.
Mas o que impulsionou essa trajetória não foi apenas criatividade, foi a gestão financeira inteligente e estratégica aplicada desde o primeiro dia. As informações foram retiradas do portal Entrepreneur.
Para Espinosa, o desafio de empreender na indústria da moda foi também uma lição de finanças corporativas. O lançamento da Baobab, como ela mesma relata, enfrentou erros, perdas e escassez de recursos. Sem caixa para embalagens tradicionais, improvisou com cascas de coco, uma solução criativa que acabou virando a identidade da marca.
“Basicamente financiado com a mesada que minha mãe me dava para o almoço”, contou, revelando a importância de iniciar com o que se tem, sem esperar condições ideais. Essa abordagem prática, focada em soluções de baixo custo e com controle rigoroso do fluxo de caixa, foi essencial para a sobrevivência e crescimento da empresa.
A própria fundadora reconhece: o maior desafio da Baobab foi o fluxo de caixa. “Mesmo marcas de moda bem-sucedidas podem ser frágeis se produção, prazos e pagamentos não estiverem perfeitamente alinhados.” Em uma empresa que cresceu com uma estratégia de vendas no atacado, a necessidade de equilibrar a operação com a liquidez era urgente, e contínua.
Foi durante a pandemia que essa vulnerabilidade quase levou o negócio à falência. Mas, em vez de recuar, a equipe virou o jogo: usou o momento de pausa para aprimorar produtos, reorganizar processos e se preparar para escalar globalmente. Quando o mercado reabriu, a Baobab já estava pronta para ocupar espaço com sua proposta versátil de moda resort, da praia ao bar.
Além da eficiência financeira, Espinosa imprimiu na Baobab uma missão clara: combater o desperdício na indústria da moda. Para isso, criou o Scrap Lab, laboratório que reaproveita tecidos e os distribui gratuitamente, e lançou o Cascade, programa que convida jovens a transformar resíduos têxteis em soluções criativas e sustentáveis. Até hoje, mais de 3,5 toneladas de tecidos ganharam novo uso e mais de 10 empreendimentos surgiram a partir dessas iniciativas.
Essa atuação não só reforçou o posicionamento da marca, como criou novas fontes de receita e consolidou parcerias. Em um mercado onde o ESG ganha cada vez mais relevância, o impacto positivo virou diferencial competitivo, e uma poderosa ferramenta de branding.
A transição da Baobab de marca promissora para um negócio comprovado se deu quando os pedidos passaram a ser feitos antes mesmo das entregas iniciais. “Foi aí que percebemos que nossa proposta realmente tinha potencial”, conta Espinosa. O controle dos canais de venda, a capacidade de atender à demanda e a consistência na entrega transformaram a operação em um sistema de crescimento estruturado — e não apenas em uma moda passageira.
Ao alcançar US$ 13 milhões em faturamento, a fundadora reforça que o crescimento é importante, mas proteger a marca e sua missão sustentável é prioridade. A solidez da operação passa não apenas pelo marketing ou produto, mas pela estruturação financeira e visão estratégica de longo prazo.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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