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Ela recomeçou aos 50 e superou um câncer para erguer um império milionário de sobremesas

A trajetória de Kathryn Bricken revela como a resiliência operacional e o foco em nichos de mercado transformaram uma produção caseira em uma potência global

 (Reprodução/LinkedIn)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 27 de abril de 2026 às 11h25.

No mundo corporativo, a marca dos 50 anos é frequentemente associada ao planejamento da sucessão ou à desaceleração da carreira. Kathryn Bricken, no entanto, utilizou essa etapa da vida para subverter as estatísticas.

A fundadora da Doughlicious transformou um projeto iniciado na garagem de casa — onde boleava massa de biscoito com uma colher de sorvete — em um império multimilionário que hoje produz mais de um milhão de unidades por semana.

Sua história não é apenas sobre confeitaria, mas sobre a aplicação de uma mentalidade de "vendas agressivas" e eficiência operacional em um mercado saturado.

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A transição do setor público para o empreendedorismo de alta performance

Antes de dominar as gôndolas de gigantes como Whole Foods e Tesco, Bricken construiu uma base sólida no ambiente de alta pressão de Washington, D.C. Sua experiência como correspondente legislativa no Capitólio e lobista na Health Insurance Association of America conferiu a ela uma visão estratégica sobre regulação e políticas de saúde.

Essa bagagem foi fundamental quando, ao se mudar para Londres em 2008, ela identificou uma lacuna crítica no mercado britânico: a ausência de cookies autênticos ao estilo americano, com texturas macias e ingredientes de alta qualidade.

O sucesso da Doughlicious reside na capacidade de Bricken em unir o paladar indulgente com a demanda crescente por produtos "better-for-you" (melhores para a saúde).

Ao focar em opções sem glúten e com ingredientes limpos, ela posicionou sua marca em um nicho de alto valor agregado, atraindo tanto o consumidor comum quanto os grandes varejistas globais.

A estratégia de expansão, que hoje abrange desde a Arábia Saudita até a Austrália, foi construída sobre uma base operacional enxuta, onde a própria fundadora chegou a trabalhar 20 horas por dia para garantir a escalabilidade do negócio.

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