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Ela fugiu do Irã para os Estados Unidos aos 18 anos e hoje comanda uma empresa bilionária

A trajetória de Shirin Behzadi revela como estratégia profissional e visão corporativa constroem liderança

 (Reprodução/LinkedIn)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14h15.

A história de Shirin Behzadi atravessa contextos geopolíticos, escolhas profissionais e decisões corporativas que ajudaram a moldar uma carreira no topo do mundo empresarial.

Imigrante iraniana que chegou sozinha aos Estados Unidos aos 18 anos, Behzadi iniciou sua vida profissional como caixa de posto de gasolina e, décadas depois, comandava uma empresa com cerca de US$ 1 bilhão em faturamento anual. As informações são do Business Insider.

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Da instabilidade política ao deslocamento forçado

A infância de Shirin Behzadi no Irã transcorreu de forma estável até o início da Revolução Iraniana. A mudança no regime trouxe repressão, violência e prisões arbitrárias. Ainda adolescente, ela foi detida duas vezes por autoridades revolucionárias, uma delas aos 15 anos, sob a acusação de portar um livro.

Com o agravamento do cenário político e social, seus pais decidiram que ela precisava deixar o país após concluir o ensino médio. A saída ocorreu sem garantias: Behzadi deixou o Irã acompanhada da mãe até a Turquia, mas imigrou sozinha para os Estados Unidos aos 18 anos, enquanto os pais permaneceram no país de origem.

Primeiros trabalhos e construção de autonomia financeira

Chegar aos Estados Unidos não foi simples. O contexto político pós-crise dos reféns no Irã dificultava a concessão de vistos para iranianos. Behzadi conseguiu autorização para estudar e ingressou inicialmente em uma faculdade privada, mas precisou transferir-se para uma universidade estadual por limitações financeiras.

Sem apoio familiar no país, passou a trabalhar como caixa em um posto de gasolina, atuando atrás de vidros blindados. Os turnos mais longos e solitários, inclusive em datas como o Natal, ficaram sob sua responsabilidade. O trabalho era a base de sua subsistência enquanto cursava a faculdade em período integral.

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Planejamento de carreira além da função técnica

Após a graduação, Behzadi iniciou sua trajetória profissional na área de contabilidade. Embora tenha avançado rapidamente na hierarquia, identificou que a progressão técnica não a levaria ao objetivo que perseguia: liderar uma empresa.

A decisão de deixar a contabilidade para atuar em operações marcou um ponto estratégico em sua carreira. A mudança permitiu uma visão mais ampla do funcionamento corporativo, incluindo processos, pessoas e integração entre áreas. A experiência abriu caminho para cargos executivos, primeiro como diretora financeira (CFO) e, posteriormente, como CEO.

Liderança corporativa e integração com private equity

Como CEO da Home Franchise Concepts, Behzadi liderou a empresa em um período de crescimento sustentado e integração com fundos de private equity. A atuação exigiu equilíbrio entre governança, expansão do modelo de franquias e alinhamento com investidores.

Quando deixou o cargo, em 2019, a empresa registrava cerca de US$ 1 bilhão em receita anual e contava com aproximadamente 1.700 franqueados. A trajetória consolidou sua posição como executiva em ambientes corporativos complexos, marcados por capital institucional e decisões estratégicas de longo prazo.

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Capital humano como ativo estratégico

Ao longo da carreira, Behzadi manteve uma abordagem centrada em pessoas, tanto na liderança corporativa quanto na vida pessoal. Como executiva, buscou combinar desempenho financeiro com impacto positivo nas comunidades atendidas pela empresa. Como mãe, aplicou os mesmos princípios de presença e cuidado na criação dos filhos.

A executiva reconhece que sua trajetória foi marcada por adversidades, mas essas experiências funcionaram como elementos formadores de visão estratégica, resiliência e capacidade de decisão, atributos essenciais em posições de liderança.

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Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.

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