(Reprodução/Youtube)
Redação Exame
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 13h21.
Última atualização em 4 de fevereiro de 2026 às 13h22.
A australiana Kayla Itsines construiu um dos maiores negócios globais do fitness digital, tornou-se milionária aos 22 anos e vendeu seu aplicativo "Sweat" por US$ 400 milhões.
Ainda assim, foi um investimento fora do universo da tecnologia, um posto de gasolina, que garantiu seu primeiro fluxo de caixa recorrente e pagou despesas básicas como o aluguel. As informações foram retiradas de Fortune.
Kayla Itsines ganhou projeção global ao lançar o programa de exercícios Bikini Body Guide (BBG), que ela cofundou e financiou com recursos próprios. O modelo rapidamente ganhou escala e levou a empreendedora ao status de milionária ainda no início da carreira. Com o crescimento da base de usuários, o negócio evoluiu para o aplicativo Sweat, que formou uma comunidade online de cerca de 50 milhões de pessoas.
Seis anos após o lançamento, Itsines vendeu o aplicativo para a plataforma iFIT por US$ 400 milhões, consolidando um dos maiores exits do setor de fitness digital. O sucesso, no entanto, não alterou sua abordagem em relação à gestão financeira pessoal e patrimonial.
Apesar do valuation elevado do negócio principal, Itsines afirmou que o primeiro investimento que efetivamente gerou renda direta foi a compra de um posto de gasolina. Segundo ela, o ativo passou a gerar recursos suficientes para cobrir despesas recorrentes, como o aluguel.
“De todos os milhões de dólares, é muito legal receber aluguel de um posto de gasolina”, disse a empreendedora em entrevista ao podcast The School of Hard Knocks. A decisão representou uma mudança deliberada na estratégia de alocação de capital, priorizando ativos com geração de caixa previsível fora do ambiente digital.
Itsines afirmou que não concentrou seus recursos em um único tipo de ativo, mesmo após o sucesso do aplicativo. A empreendedora defende a diversificação patrimonial como forma de reduzir riscos associados a negócios altamente dependentes de plataformas digitais.
“Não coloque todos os seus ovos na mesma cesta”, disse. Segundo ela, a dependência excessiva da internet pode se tornar um risco estrutural, o que reforçou sua decisão de investir em setores tradicionais, com receitas menos voláteis.
A estratégia de Itsines se alinha a princípios clássicos de gestão financeira adotados por investidores de longo prazo. A Fortune cita exemplos como Warren Buffett, que começou a construir seu patrimônio ainda jovem e sempre defendeu o efeito dos juros compostos ao longo do tempo.
Outros líderes do mercado financeiro também reforçam a importância de testar estratégias, ganhar familiaridade com investimentos e evitar a concentração excessiva em ativos que não geram valor produtivo. O operador da Bolsa de Nova York Peter Tuchman, por exemplo, alerta contra a compra de bens de luxo como forma de investimento, defendendo a alocação em empresas e ativos geradores de valor.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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