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Do alfajor ao sorvete: Havanna anuncia franquia de sorvete para alcançar R$ 550 milhões no Brasil

Mercado de sorvetes brasileiro ganha um novo competidor. A Havanna espera abrir 50 unidades ainda neste ano

Sorveteria da Havanna: primeiro quiosque foi inaugurado em Porto Alegre (Havanna/Divulgação)

Sorveteria da Havanna: primeiro quiosque foi inaugurado em Porto Alegre (Havanna/Divulgação)

Isabela Rovaroto
Isabela Rovaroto

Repórter de Negócios

Publicado em 24 de maio de 2025 às 09h40.

Última atualização em 26 de maio de 2025 às 16h22.

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A marca argentina Havanna, conhecida pelo doce de leite e alfajor, inaugurou nesta semana um novo modelo de loja: as Heladerias Argentinas Havanna. Além dos tradicionais doces, o formato de franquia aposta em sorvetes artesanais. O Brasil é o primeiro mercado a testar esse conceito, com a inauguração do primeiro quiosque em Porto Alegre. A empresa projeta abrir 50 unidades até o fim do ano -- e chegar a 120 lojas até 2027.

Hoje, a Havanna soma mais de 260 unidades no país, entre lojas em operação e em implantação. A previsão é que, até 2029, o novo modelo de loja responda por mais de 25% do faturamento da marca no Brasil, que faturou 420 milhões de reais em 2024 e projeta 550 milhões em 2025.

O investimento inicial para franqueados é de 355 mil reais, com retorno esperado entre 18 e 24 meses e margem de lucro média de 25% a 28%.A decisão pelo novo modelo vem após o sucesso da linha de sorvetes de pote da Havanna no varejo brasileiro, que validou a aposta no segmento artesanal.

Em oito anos, rede de açaí chegou a 900 lojas. O próximo passo: dominar shoppings e faturar R$ 1 bi

O mercado de sorvetes

O mercado brasileiro de sorvetes premium está em transformação. O consumo de gelato cresce aceleradamente, impulsionado por consumidores mais exigentes, que buscam produtos com menos açúcar e sem conservantes, além de experiências diferenciadas. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis), gelaterias artesanais representam 20% do faturamento do setor, enquanto as grandes indústrias detêm os 80% restantes. Essa dinâmica abre espaço para marcas que combinam qualidade com preços competitivos.

A entrada da Havanna reflete tanto a oportunidade de mercado quanto um movimento interno de diversificação e consolidação da marca no Brasil. “Identificamos um espaço claro para produtos premium com preço competitivo. Nosso diferencial é o sabor exclusivo do doce de leite artesanal Havanna, combinado com ingredientes selecionados, como chocolate holandês e pistache natural”, diz Camila Akutsu, gerente-geral de Marketing da Havanna Brasil.

A nova franquia de sorvete

O formato contempla desde quiosques compactos até lojas completas com espaço para consumo. O investimento inicial parte de 355 mil reais para unidades a partir de 12 metros quadrados. A primeira unidade foi inaugurada no Pontal Shopping, em Porto Alegre, e a meta é abrir pelo menos 50 lojas até o fim do ano.

Sobre a possibilidade de canibalização entre franquias, a executivo é categórica: “Mais de 85% do faturamento das Heladerias virá dos sorvetes, não dos outros produtos. Não enxergamos risco de canibalização. Pelo contrário, a nova operação deve ampliar a relevância da marca, tornando o doce de leite Havanna acessível para um público maior.”

O cardápio de lançamento oferece 14 sabores artesanais, entre eles Dulce de Leche com lascas de chocolate, pistache com doce de leite e o exclusivo Mar Del Plata, inspirado no sal marinho — ingrediente que já fez sucesso em outros produtos da marca, como alfajores e panettones.

Os sorvetes são produzidos na fábrica da Havanna no Paraguai, garantindo controle rigoroso de qualidade e padrão internacional. Além dos sorvetes, a operação inclui milk-shakes, cafés, sobremesas e os alfajores tradicionais. O preço médio dos sorvetes é de 18 reais por porção.

Desafios do segmento

Apesar das oportunidades, o segmento artesanal enfrenta desafios importantes. O mercado de sorvetes premium é altamente competitivo, com marcas nacionais e internacionais consolidados, como Bacio Di Latte e Borelli. Além disso, a mudança de hábito do consumidor brasileiro, acostumado a sorvetes industriais e preços baixos, exige investimento em marketing para comunicar o valor agregado dos produtos artesanais.

Nesse cenário, a Havanna aposta em inovação constante e campanhas sazonais para manter o engajamento do público. “Queremos transformar a experiência do consumidor com algo inédito no Brasil. A estratégia envolve inovação em sabores e formatos, além de forte presença digital e campanhas locais”, diz a executiva.

A tendência global por consumo saudável e experiências premium favorece o crescimento das gelaterias artesanais no país. A Havanna busca consolidar sua presença nessa categoria aproveitando a força da marca e sua experiência no segmento de doces argentinos.

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