Produção de embriões no México cresce com uso de tecnologia brasileira

O Brasil é um dos maiores produtores de embriões bovinos, sendo responsável pela produção de mais de 375 mil embriões em 2017, segundo dados da Embrapa Recursos Genéticos e Tecnologia. Desde 2006, o País experimenta um crescimento de 28% no número de embriões de FIV (Fertilização in Vitro) e estima-se que o crescimento médio anual esteja em torno de 5% a 7%. Países como Argentina, Costa Rica, México e Paraguai importaram a tecnologia e o know-how brasileiro para atender aos seus crescentes mercados internos de embriões. De acordo com o diretor geral do laboratório mexicano RGA (Reprodução Genética Avançada), Alberto Riaño Gaya, o uso da técnica de FIV tem aumentado nos últimos anos no México e a expectativa para 2019 é ampliar em 30% a produção de embriões. “O projeto de expansão está sendo possível porque firmamos uma parceria, em 2017, com o laboratório brasileiro Cenatte Embriões, para a utilização de seu know-how e das mais avançadas técnicas de superovulação, coleta, transferência de embriões, congelamento, aspiração folicular e FIV”, fala Gaya.

Para atingir o crescimento estimado para 2019, o laboratório mexicano, que está localizado em Vera Cruz, pretende ampliar o foco de atuação (hoje, 80% dedicado às raças de corte), passando a produzir também embriões de raças leiteiras, dentre elas Gir, Girolando, Jersey e Pardo-Suíço. Nas duas últimas semanas de janeiro, a unidade recebeu a visita do responsável pelas Parcerias Comerciais do Cenatte Embriões, Cristiano Macedo, que realizou, ao longo do período, uma avaliação completa dos processos internos do laboratório mexicano, para propor possíveis melhorias. “Esta é uma forma de garantirmos que a transferência de tecnologia brasileira esteja ocorrendo dentro dos padrões de qualidade do Cenatte e que o parceiro mexicano alcance uma produção sustentável de embriões, levando para o pecuarista os melhores resultados em avanço genético. O México caminha hoje para ser um dos maiores parceiros internacionais do Cenatte”, destaca Cristiano, que retornou ao Brasil nesta semana.

No primeiro ano de parceria, foram produzidos aproximadamente 4.000 embriões in vitro. “Esperamos seguir crescendo no México com a orientação técnica do Cenatte”, afirma o diretor do RGA. O laboratório já passou por duas visitas de supervisão feitas pelo Cenatte. Esse mesmo procedimento será realizado em 2019 nos laboratórios parceiros localizados na Argentina, Costa Rica e Paraguai. A expectativa do Cenatte é ampliar as parcerias internacionais na América Latina em 2019. A empresa atua desde 1985 no Brasil e é considerada uma das maiores do mundo no setor de transferência de embriões.

FIV avança no Brasil

A “exportação” do know-how brasileiro para a produção de embriões é crescente e a expectativa é de que, em 2019, o uso da FIV também expanda pelo País. “O potencial do mercado de FIV é enorme e, para um mercado em expansão como o brasileiro, as possibilidades são muitas. A técnica permite inúmeras vantagens ao produtor, como um grande número de embriões produzidos de uma mesma doadora, intervalo reduzido entre as coletas, maior qualidade genética do embrião, aumento da produtividade dos animais através da escolha dos acasalamentos e aumento na proporção de nascimento de fêmeas ou machos, de acordo com a necessidade do cliente e o aproveitamento de animais muito jovens ou mais velhos que não seriam utilizados naturalmente para a prenhez. Nosso país é dono do maior rebanho comercial bovino do mundo e o investimento em novas tecnologias para melhoramento bovino é essencial nesse processo de crescimento”, destaca a doutora Thaís Alves Rodrigues, responsável pelo setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Cenatte Embriões.

Website: http://www.publique.com

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