Desempenho da Ultragaz melhora expectativas sobre Grupo Ultrapar

Holding foi beneficiada pela reestruturação de sua distribuidora de GLP, que ajudou a reduzir o risco das ações do grupo, afirma relatório do BES

A reestruturação promovida pelo Grupo Ultrapar em sua distribuidora de GLP Ultragaz ajudou a reduzir a aversão dos investidores aos papéis da holding, afirma relatório do Banco Espírito Santo (BES). Embora os resultados do primeiro trimestre tenham ficado um pouco abaixo das projeções de mercado - a receita líquida, de 1,098 bilhão de reais, por exemplo, foi 2% menor que a do mesmo período de 2005 - o BES destaca as contribuições da Ultragaz para o resultado geral do grupo.

"O plano de revisão da rede de distribuição da Ultragaz deve render bons frutos à companhia, na medida em que o management tomou a acertada decisão de privilegiar ainda mais a rentabilidade nesse negócio, onde a competição menos racional destrói valor", afirma o relatório do banco.

A Ultragaz é uma das líderes do mercado de distribuição de GLP, com 24% de market share nas regiões onde atua - Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No ano passado, a companhia comercializou 1,531 milhão de toneladas de GLP, contra 1,549 milhão em 2004. Apesar da queda do volume, a empresa foi reestruturada para melhorar seu sistema de distribuição. O principal resultado foi um aumento de 23% no ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de sua controladora, a Ultrapar. O ebitda consolidado da holding, no primeiro trimestre, atingiu 107 milhões de reais sobre o último trimestre de 2005. Em relação aos três primeiros meses do ano passado, porém, o grupo registrou queda de 37%.

Mas a reação da Ultragaz deixa os analistas um pouco mais otimistas. As mudanças elevaram o ebitda da companhia para 55 milhões de reais, com altas de 22% e 61% sobre o primeiro e quarto trimestres do ano passado, respectivamente. Para o BES, as melhorias da Ultragaz ainda deverão ser capitalizadas pela Ultrapar nos próximos dois anos, o que deve elevar sua rentabilidade.

Já a Oxiteno, petroquímica do grupo, não contou com o mesmo otimismo do BES. A Oxiteno sofre com os mesmos problemas de todo o setor petroquímico, como a alta das matérias-primas. Além disso, o mercado em que atua - o de glicóis - apresenta uma situação ainda mais complicada.

A Ultracargo, terceira controlada da holding, é a unidade de maior crescimento potencial do grupo, segundo o banco. "O momento atual deve ser particularmente positivo. Esperamos forte crescimento, combinado com melhoria de margens, já que este negócio é altamente rentável", diz a instituição.

De qualquer modo, o momento difícil do setor petroquímico, refletido pelo desempenho da Oxiteno, levou o banco a reduzir o preço-alvo das ações da Ultrapar de 51 para 48 reais por papel.

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