Depois de erros de gestão e dívidas, empreendedora triplica empresa de costura

A empreendedora Paula Borsoi quitou dívidas e aprendeu a lidar com a maior demanda de produção
Paula Borsoi: empreendedora quitou dívidas e aprendeu a lidar com a maior demanda de produção (Sebrae-SP/Divulgação)
Paula Borsoi: empreendedora quitou dívidas e aprendeu a lidar com a maior demanda de produção (Sebrae-SP/Divulgação)
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Por Jornal de Negócios do Sebrae-SPPublicado em 25/09/2022 às 10:00.

A empreendedora Paula Roberta Borsoi inciou a produção de sua confecção em 2009 após deixar um emprego. Começou na sala de casa, prestando serviços para outras empresas, com três máquinas, focando inicialmente em itens como patchworking e blusas de retalho para transformá-los em casacos, coletes, entre outras peças.

Para adquirir as máquinas, Paula fez um empréstimo com um conhecido e, conforme ia recebendo pelos serviços, foi quitando a dívida. A empreendedora já atuava no ramo antes de abrir empresa e, por isso, tinha um bom relacionamento na área, o que facilitou muito o início de seu negócio. “Comecei sabendo o que sabia fazer, que era costurar. Não realizei nenhum tipo de planejamento. Iniciei meu trabalho pegando encomendas da empresa onde trabalhava. Era um negócio bem pequeno e era fácil ter esse controle, tudo estava muito bem”, lembra.

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Após três anos mantendo uma estrutura menor, a empreendedora decidiu formalizar seu negócio em 2012. Ela alugou um barracão, contratou mais funcionários e começou a receber encomendas de empresas maiores.

Apesar do crescimento do empreendimento, as dívidas começaram a aumentar. “Eu não tinha conhecimento que meus custos subiriam tanto e estava muito envolvida no operacional, então fui deixando algumas questões muito importantes de lado. Atrasei guias de INSS e uma série de outras coisas”, conta.

Ao mesmo tempo, a demanda de trabalho de Paula aumentava cada vez mais. Para dar conta dos pedidos, Paula Borsoi: “Com o Sebrae eu consegui olhar para o estratégico da minha empresa e organizar melhor meu financeiro” ela começou a fazer novas contratações, mas não sabia mensurar sua real capacidade de produção. “Não fiz uma pesquisa para saber se precisava mesmo de mais funcionários. Contratava sem planejar e, em 2015, comecei a fechar no vermelho. Não conseguia enxergar que o erro era a minha gestão”, conta.

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Apesar de ter bons contatos e muita demanda de trabalho, houve um impacto negativo no faturamento. Para tentar resolver o problema, a empreendedora pegou mais empréstimos e a dívida foi crescendo. Somente quando começou a participar das capacitações do Sebrae, ela conseguiu enxergar que a solução não era aumentar a produção e nem contratar mais pessoas.

“Meu primeiro curso foi gestão de pessoas. Foi quando entendi que é preciso capacitar a equipe, cumprir metas. Depois fiz o Empretec e saí com tanta energia, com uma visão muito clara de onde eu queria chegar e o que eu tinha que fazer para isso acontecer.”

Após passar por essas capacitações, Paula resolveu organizar tudo que tinha de pagar e foi estabelecendo prioridades. “O Empretec me deu um direcionamento muito importante para eu conseguir separar caixa de pessoa física e pessoa jurídica; eu entendi que não podia misturar as coisas. Com o Sebrae eu consegui olhar para o estratégico da minha empresa e organizar melhor meu financeiro. Esse é o pilar de tudo”, explica.

“Precisa ter esse equilíbrio e ter a visão geral para apagar o incêndio antes de começar. Quando eu vejo que tem algo errado eu já entro em ação.” Assim, a empreendedora conseguiu quitar todas as dívidas no ano passado.

O consultor de negócios Benedito Albiero foi o responsável por algumas capacitações que Paula realizou focadas em gestão de pessoas. Ele ressalta a importância de desenvolver uma boa liderança para se criar um ambiente de trabalho positivo, resultando em melhorias financeiras. “O financeiro é apenas uma parte. Se as pessoas não estiverem envolvidas, comprometidas e entenderem que fazem parte de algo não adianta. A Paula conseguiu mudar a visão dela, recebendo mais colaboração dos funcionários. Ela começou a praticar uma escuta ativa e os resultados vieram, como sempre falamos.”

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