De videogame a robô aspirador: 5 destaques da “Black Friday da pandemia”

Em 2020, o período deve ser marcado por compras de produtos que ajudam o brasileiro a atravessar melhor a quarentena

Em um ano totalmente atípico, a Black Friday deve ter uma busca maior por produtos que ajudam o brasileiro a atravessar a quarentena com mais facilidade. Neste cenário, itens de entretenimento como videogames serão bastante procurados, assim como o robô aspirador, ainda pouco conhecido, mas cuja procura vem aumentando em 2020. Esta vai ser definitivamente a “Black Friday da pandemia”.

“Num determinado momento da quarentena, os varejistas não tinham mais robô aspirador para vender, diante da alta inesperada da demanda. Estes itens que visam ajudar o consumidor na pandemia devem ser bastante procurados”, afirma Marília Borges, analista de varejo da consultoria Euromonitor.

Historicamente, produtos com tíquete médio mais alto costumam ganhar a preferência do consumidor durante o período da Black Friday. Por isso celulares e televisores estão entre os itens mais buscados.

 

Borges explica que a Black Friday, no Brasil, passou a contemplar todas as categorias de produtos, de eletrônicos a alimentos e bebidas. Mas, neste ano, o brasileiro vai buscar outros itens. “Com a quarentena e o home office, o brasileiro está investindo mais em itens de escritório.”

Além disso, embora o momento seja de expansão do home office, o brasileiro continua de olho no guarda-roupa. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), o setor de moda e vestuário estará entre os itens mais procurados nesta Black Friday. Entre os que pretendem gastar neste período, 12% devem comprar roupas ou itens de vestuário.

Ainda segundo o estudo, outros 8% vão buscar celulares e acessórios e 7% devem pesquisar por eletrodomésticos. Cerca de 7% deverão comprar artigos de informática; eletroeletrônicos (5%); eletroportáteis, perfumaria e cosméticos (4%); calçados e mobiliário (3%).

Confira cinco itens que devem ter alta da procura nesta Black Friday

Roupas confortáveis

De acordo com a especialista da Euromonitor, o brasileiro está passando mais tempo em casa e, por isso, tem buscado roupas mais confortáveis, com tecidos maleáveis. As vendas desses itens, afirma Borges, vem crescendo e a tendência é de aumento da busca nesta Black Friday.

Videogames

Na pandemia, os videogames ganharam destaque. Com as pessoas passando mais tempo em casa, as vendas cresceram e as empresas do ramo investiram ainda mais em novos produtos. Para a Euromonitor, este deve ser um item bastante procurado.

Itens de escritório

Com o crescimento exponencial do home office, o brasileiro percebeu que seu mobiliário não é, de longe, adequado para trabalho constante. Com isso, a expectativa é que aumente a busca por itens como cadeiras ergonômicas e até monitores de computador, algo que havia ficado esquecido com os notebooks.

Robô aspirador

O robô aspirador se tornou o queridinho na pandemia por fazer o serviço de varrer a casa sem a necessidade de supervisão. Para esta Black Friday, a expectativa é que os varejistas se abasteçam do produto.

Televisores

O televisor, por ser um item de alto valor agregado, continua entre os mais buscados na Black Friday. Mas neste ano deve ser ainda mais procurado porque o brasileiro está em busca de entretenimento em tempos de confinamento.

Multicanalidade

A pesquisa da Alshop identificou que 52% dos consumidores devem consumir nesta Black Friday. Cerca de 32% dos entrevistados vão aderir ao e-commerce, enquanto 12% pretendem ir até as lojas de rua ou shopping centers.

“A Black Friday é uma boa oportunidade, pois tivemos um ano bastante desafiador para o comércio e os lojistas da área de vestuário sentiram bastante a crise. A expectativa é que haja uma recuperação no final de novembro e dezembro”, afirma Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.

Borges lembra que a Black Friday começou, no Brasil, impulsionada pelo e-commerce, mas nos últimos anos a multicanalidade — ou omnichannel — ganhou força com vendas mais expressivas também nas lojas físicas.

“Com as restrições da pandemia, as vendas devem ficar um pouco mais concentradas no e-commerce novamente. Por mais que a cultura do omnichannel venha se consolidando, a Black Friday deste ano deve ser mais digital por caus do coronavírus.”

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