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DB Diagnósticos investirá 75 milhões de reais em soluções digitais

Líder do mercado nacional de apoio laboratorial completa dez anos em 2021, muda marca e aposta na descentralização geográfica de exames de alta complexidade

 (JaniecBros/Getty Images)

(JaniecBros/Getty Images)

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18 de maio de 2021, 09h46

Líder do mercado nacional de laboratório de apoio, o Diagnósticos do Brasil (DB) está completando dez anos — e tem muito a comemorar. Em 2020, a empresa registrou um crescimento de 23% e bateu recorde no número de exames realizados: 10 milhões de análises por mês e a marca de 500.000 exames em um único dia.

Para comemorar a primeira década de vida, o laboratório anunciou que vai revitalizar suas marcas — institucional e de unidades dedicadas — e sua identidade visual. Está previsto ainda um investimento de 75 milhões de reais em estrutura, capacidade produtiva e, principalmente, soluções digitais. O objetivo é se posicionar não apenas como um laboratório de apoio, mas como uma empresa de tecnologia e, assim, entrar de vez na era digital.

A inovação sempre esteve presente no DB. Criado em 2011, o laboratório oferecia uma forma ousada de atividade: atuar exclusivamente como apoio na análise de exames de pacientes de outros laboratórios, assim como clínicas e hospitais. Apesar de arriscado, já que dependia da demanda de concorrentes, o negócio prosperou ao focar a descentralização das análises clínicas e especializadas, democratizando o acesso a essas tecnologias.

“Quando o DB surgiu, o mercado era dominado por grandes laboratórios e marcas tradicionais, mas chegamos com novas ideias e vontade de fazer diferente. Foi assim que crescemos rapidamente e nos tornamos líderes em apoio laboratorial”, afirma Tobias Thabet Martins, fundador e diretor comercial do laboratório. “Nosso novo jeito de pensar, unindo atendimento, performance e eficiência, mudou o mercado da medicina diagnóstica no Brasil.

Um parceiro de confiança

O DB presta serviço a laboratórios que buscam um parceiro para atendê-los em duas frentes. A primeira, quando não possui tecnologia para realizar algum teste, aumentando significativamente o leque de exames ofertados. A segunda é quando o cliente tem um aumento de demanda e não consegue responder em tempo hábil. Neste caso, ele pode usar o parque tecnológico do DB Diagnósticos.

Além de oferecer atendimento científico exclusivo para cada área de análises clínicas (biologia molecular, toxicologia, patologia e análises clínicas), o DB disponibiliza serviços como assessoria médica para instrução, discussão de exames e treinamentos periódicos aos parceiros, capacitação de equipe, logística com mais de 600 rotas em todo o país e alta tecnologia agregada nos maquinários.

“Nossos clientes têm acesso gratuito à nossa Universidade Corporativa (UNIDB), com cursos, webinars e podcasts, e a uma equipe de assessores que fazem treinamentos presenciais de acordo com a necessidade do cliente”, explica Marcelo Ruiz, fundador e diretor técnico do DB. “Além disso, disponibilizamos material de marketing para ampliar a divulgação do laboratório junto a médicos e pacientes e uma equipe especializada em processos financeiros e a gestão laboratorial focada na rentabilidade do negócio dos clientes.”

Investimentos

Com o novo aporte de 75 milhões de reais, o DB espera tornar ainda mais robusta sua estrutura e capacidade de produção, agora com foco em novas unidades dedicadas a exames de toxicologia ocupacional e toxicologia de larga escala de detecção (teste de cabelo), além de maior descentralização em análises clínicas. “Com isso, esperamos ampliar em 33% nossa capacidade produtiva ainda em 2021, alcançando um total de 150 milhões de análises em todo o grupo”, aponta o diretor comercial do DB.

Já na frente de soluções digitais, a aposta é no desenvolvimento de pessoas, novos processos e metodologias. A ideia é implementar uma cultura hi-tech em parceria com o Google, fazendo uso de tecnologias como cloud computing, internet das coisas, coleta e análise de dados, inteligência artificial (para melhoria de fluxos, automação de processos e desenvolvimento de algoritmos para análises preditivas), big data, inteligência de mercado, robotização de operações, experiência do cliente e tecnologias de rastreabilidade das amostras em tempo real.

Ainda nessa frente, a ideia é promover uma mudança na cultura organizacional, com uma nova forma de pensar sobre times e espaços digitais de trabalho. O objetivo é melhorar a produtividade para que os colaboradores foquem em inovação, criando um formato de trabalho para a empresa e integrando todas as áreas.

“Implementaremos plataformas robustas que nos atendam em várias vertentes, tudo integrado ao formato de trabalho e à experiência dos clientes. Queremos levar novos portais, aplicativos e funcionalidades, potencializando a experiência de usuário e trazendo uma visão 360 graus do cliente para dentro da empresa”, afirma Martins.

Uma pandemia no caminho

Em 2020, o DB enfrentou seu maior desafio: a pandemia. Apesar da expectativa de aumento no número de exames realizados, graças à expansão de sua matriz, em São José dos Pinhais (PR) — uma megaunidade de 7.000 metros quadrados, com capacidade produtiva de 5 milhões de exames mensais —, foi preciso deixar grande parte do planejado de lado para concentrar forças nos testes que detectam a doença.

“Foi preciso reinventar fluxos e processos, já que faltava matéria-prima básica, insumos e mão de obra especializada”, destaca Martins. O DB Molecular, sede dedicada aos exames RT-PCR, principal teste para a descoberta da covid-19, teve uma demanda gigantesca, obrigando a empresa a ampliar sua capacidade de produção em 300% para atender todas as solicitações e buscar soluções e tecnologias para reduzir o prazo de entrega dos exames.

O processo de extração de material genético, por exemplo, levava 3 horas para 93 amostras. Passou a ser realizado em menos de 1 hora para a mesma quantidade de amostra. Depois, com mais investimentos em tecnologia, as análises puderam ser feitas de forma direta e sem a necessidade de extração.

Em paralelo, o DB também investiu em exames sorológicos de diagnóstico da covid-19, como os que fazem o rastreio da exposição prévia ao vírus em indivíduos que não apresentaram sintomas típicos ou sem sintomas, mas não realizaram a confirmação diagnóstica laboratorial no momento do quadro agudo. São aplicados para a avaliação epidemiológica populacional da exposição e para avaliação do status imune individual.

Mais recentemente, o DB introduziu o exame Covid Neutralizante, que busca por anticorpos no corpo. O teste tem 100% de sensibilidade e 93,3% de especificidade a partir do oitavo dia de sintomas, chegando a 97,6% a partir do 15º dia. Ele é indicado para saber se o paciente possui o anticorpo neutralizante ou para quem já tomou a vacina.

O DB ainda criou rotas de logísticas específicas para as amostras de covid-19 enviadas às unidades que funcionam 24 horas por dia, sete dias na semana. Toda essa estrutura foi planejada para que não houvesse interrupção na análise e no diagnóstico.

Outras frentes

Além do DB Molecular, o laboratório tem outras duas unidades especializadas: o DB Patologia e o DB Toxicológico, localizadas nos estados de São Paulo e Paraná, respectivamente. Também possui duas unidades técnicas de análises e mais de 40 unidades regionais de atendimento distribuídas em diferentes estados que oferecem estrutura completa para cadastro e triagem de amostras, agilizando seu recebimento.

Ao todo, o DB atende a cerca de 6.000 clientes em mais de 1.900 cidades brasileiras. São mais de 3.000 tipos de exame, cuja complexidade depende da metodologia utilizada na análise ou pelo tipo de diagnóstico que o exame oferta.

“O exame MyGenome, por exemplo, faz um sequenciamento completo do genoma que permite conhecer todas as ‘letras’ do DNA do paciente. São informações personalizadas para ajudar a levar uma vida mais longa e saudável”, conta Antônio Fabron Junior, um dos fundadores e diretor-geral do DB.

O laboratório também atua em pesquisas científicas, inclusive com vários artigos publicados com sua participação. Um exemplo é o projeto ENANI, ligado ao Ministério da Saúde e à Universidade do Rio de Janeiro, em que o DB auxilia em projetos de mestrado e doutorado em várias universidades do Brasil com a realização dos exames laboratoriais. O objetivo é gerar resultados que serão estudados nos projetos desses pesquisadores.

Nova marca

Assim como a “marca-mãe” institucional, as marcas das unidades especializadas também mudaram com o aniversário de 10 anos da empresa e ganharam um visual que representa novas atitudes. A nova logomarca se transforma em um símbolo que remete ao infinito, trazendo o conceito de uma marca contínua, duradoura e ilimitada.

“Com um crescimento invejável na terceirização de exames e uma performance impulsionada pelo contexto global, vimos um momento de necessidade de afirmação de nosso posicionamento”, afirma Ruiz, diretor técnico do DB. “O objetivo da mudança é trazer estes pontos em evidência para a marca, com um formato mais fluido, flexível, exibindo muito do modelo comercial adotado pelo DB que sempre se adapta às necessidades do cliente.”

Para Martins, ela representa uma nova forma de pensar o nosso negócio. “Somos movidos pela evolução e, por isso, queremos que todos façam parte desse movimento com a gente”, explica o diretor comercial. “É a consolidação de uma empresa que não parou de evoluir, mas que, ao mesmo tempo, tem ciência de que compromisso, respeito e confiança são alicerces do nosso negócio — e devem guiar o caminho para os próximos dez, 20 ou 30 anos.”

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