Negócios

Da quase falência ao topo: como a Lego evitou o colapso com apenas uma nova estratégia?

Prestar atenção nas finanças corporativas foi a estratégia que permitiu à Lego fugir da falência e retomar sua posição de liderança no mercado de brinquedos

 (AFP)

(AFP)

Guilherme Santiago
Guilherme Santiago

Repórter de Projetos Especiais

Publicado em 23 de agosto de 2025 às 05h00.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobrePré-MBA em Finanças
Saiba mais

Construir uma marca sólida e respeitada pelo mercado demanda tempo e dedicação. Mas basta um pequeno descuido financeiro para colocar tudo a perder. Se nem mesmo as organizações centenárias estão imunes, as pequenas e médias também precisam estar alertas, pois o risco pode ser ainda maior.

Foi isso o que aconteceu com a Lego. Apesar de ser a maior e mais lucrativa fabricante de brinquedos do mundo, a companhia passou por uma grave crise financeira em 2003. Por pouco, a empresa que acumula fãs de todas as idades e por todos os países quase chegou à falência total. Foi preciso adotar uma solução simples, mas assertiva, para evitar o colapso e voltar a prosperar.

Capacite-se em Finanças: gratuito e por tempo limitado, EXAME libera acesso ao seu pré-MBA em Finanças Corporativas – garanta sua vaga aqui

Por que a Lego quase fechou as portas?

Os brinquedos em formato de blocos de construção são marca registrada da Lego, que faz isso há décadas e com frequência é vista como referência nesse segmento. Mas, no começo dos anos 2000, a empresa tomou uma decisão arriscada. Além dos tradicionais produtos, a Lego resolveu expandir o seu portfólio e incluir videogames, roupas, parques temáticos e filmes.

Mas essa mudança trouxe prejuízos financeiros para a companhia. Com uma estrutura mais complexa, os custos de produção aumentaram e o foco no que a Lego faz de melhor – produzir blocos de construção – ficou em segundo plano.

Em 2003, a empresa registrou um prejuízo de US$ 238 milhões, chegando bem perto da falência. “Foram dias sombrios na Lego”, contou Jake McKee, executivo da Lego entre 2000 e 2006, em uma entrevista para o National Geographic.

Como a Lego evitou o colapso

Em uma medida emergencial, Jorgen Vig Knudstorp recebeu a missão de resgatar a empresa que por décadas foi sucesso de vendas e público. Para se livrar da dívida milionária, o novo CEO olhou com cuidado para as finanças corporativas, que são a base de uma empresa e precisavam de atenção.

O empresário dinamarquês começou eliminando produtos que não eram lucrativos para a Lego. A decisão serviu para garantir que recursos e esforços estariam sendo investidos em setores que pudessem garantir retorno. Isso incluiu abandonar o portfólio de vestuário, eletrônicos e entretenimento – que foi retomado após a empresa recuperar sua relevância no mercado.

Além disso, investiu em melhorias operacionais. Fábricas ineficientes foram fechadas e produções foram transferidas para locais mais econômicos. O objetivo era alcançar um fluxo de caixa mais saudável, reduzir custos operacionais e otimizar a gestão da cadeia de suprimentos.

A Lego também restabeleceu compromissos com a inovação e a qualidade dos produtos. Justamente por simplificar seu portfólio, a companhia conseguiu alocar recursos com mais assertividade e, assim, direcionar investimentos para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos criativos e inovadores.

Aprenda mais sobre finanças corporativas e seja um líder estratégico

Dominar os fundamentos da saúde financeira deixou de ser tarefa exclusiva de contadores ou CFOs. Empreendedores de qualquer porte e setor precisam ter controle total sobre os números do negócio — e isso exige desenvolver hábitos como os apresentados.

Por isso, a EXAME, em parceria com a Saint Paul Escola de Negócios, lançou o Pré-MBA em Finanças Corporativas — um treinamento criado para quem quer dominar a lógica dos números e utilizá-la como diferencial na trajetória profissional, por R$37,00.

  • Quatro aulas 100% online (a última ao vivo)
  • Foco em gestão financeira, tomada de decisão e planejamento estratégico
  • Certificado EXAME + Saint Paul
Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingBranded Marketing Finanças

Mais de Negócios

Brazil at Silicon Valley leva evento do Vale do Silício para São Paulo pela primeira vez

Dia D para o turismo de eventos em Florianópolis: leilão define futuro do CentroSul

Quem financia a transição energética brasileira?

‘O varejo não aprendeu a fazer bem o básico’, diz CEO da Decolar sobre crise do setor