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Copa, eleições e guerra? Fundador da Petz diz por que empresas não devem culpar fatores externos

No Choque de Gestão, fundador da Petz alertou os sócios da Delínea sobre o risco de gastar energia com variáveis que estão fora do controle da empresa

Publicado em 17 de junho de 2026 às 14h37.

Última atualização em 17 de junho de 2026 às 14h40.

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Todo empreendedor já usou alguma explicação externa para justificar um resultado abaixo do esperado. Copa do Mundo, eleições, alta do dólar ou desaceleração da economia costumam entrar na lista. Para Sergio Zimerman, fundador da Petz, esse é um dos erros mais comuns na gestão de empresas.

No novo episódio do Choque de Gestão, reality show da EXAME com patrocínio de Santander Empresas e Claro Empresas, o empresário levou essa reflexão aos sócios da Delínea, empresa familiar de cortinas e persianas da zona sul de São Paulo.

Durante a conversa, os fundadores mencionaram fatores como Copa do Mundo e eleições ao projetar um crescimento mais conservador para o negócio. A reação do mentor foi imediata.

“Isso é o que eu chamo de variáveis não controláveis. Não gastem tempo pensando nas variáveis não controláveis”, afirmou Zimerman.

Para o empresário, eventos externos podem até afetar a economia em maior ou menor grau, mas empresários têm pouco ou nenhum poder para influenciá-los.

Por isso, gastar energia tentando prever seus efeitos costuma trazer menos resultado do que atuar sobre aspectos internos do negócio. “Foquem a energia de vocês nas variáveis que vocês controlam”, disse.

Na visão do fundador da Petz, a lista de fatores controláveis é extensa. Ela inclui a experiência do cliente, a estratégia de marketing, a gestão de custos, a qualidade do produto e o posicionamento da marca.

Já fatores como guerra, eleições, clima ou eventos esportivos entram em outra categoria.

“Vocês controlam fazer anúncio, controlar custos, entender a jornada do cliente. Copa do Mundo vocês não controlam”, afirmou durante a mentoria.

A provocação surge em um momento em que muitas pequenas e médias empresas operam em ambientes de elevada incerteza.

Para Zimerman, justamente nesses períodos o foco precisa ser redobrado. Quanto menos energia o empreendedor dedica ao que está fora do seu alcance, mais tempo sobra para atuar sobre aquilo que realmente move o crescimento.

O empresário ainda deixou um alerta aos fundadores da Delínea. “Negócio que não cresce, morre.”

Na prática, a recomendação é trocar previsões sobre cenários externos por ações concretas dentro da empresa.

Afinal, embora ninguém consiga controlar a economia, todo empresário pode controlar como atende seus clientes, conquista novos mercados e constrói demanda.

Cinco variáveis que toda empresa controla, segundo Sergio Zimerman

Para o empresário, a diferença entre empresas que crescem e as que ficam pelo caminho está menos no cenário econômico e mais na capacidade de execução.

Na lista das variáveis controláveis entram decisões como entender a jornada do cliente, investir em marketing, revisar preços, reduzir custos, melhorar produtos e criar estratégias para atrair demanda.

Já fatores como Copa do Mundo, eleições, guerras, oscilações do dólar e decisões políticas fogem ao alcance do empresário.

“Gastem energia nas coisas que vocês controlam e esqueçam as coisas que vocês não controlam”, resumiu Zimerman.

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