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Conselho trabalhista dos EUA ratifica voto sindical dos funcionários da Amazon

Porta-voz da Amazon antecipou que a empresa tentará recorrer da decisão

Armazém da Amazon: funcionários votaram de forma esmagadora para entrar em sindicato em março de 2022 (Leandro Fonseca/Exame)

Armazém da Amazon: funcionários votaram de forma esmagadora para entrar em sindicato em março de 2022 (Leandro Fonseca/Exame)

A
AFP

12 de janeiro de 2023, 06h53

As objeções da Amazon a uma votação histórica para sindicalizar os trabalhadores em um dos depósitos da gigante do varejo nos EUA foram rejeitadas, decidiu o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (NLRB) na quarta-feira.

A agência federal rejeitou os argumentos da Amazon contra a votação do ano passado em seu depósito em Staten Island, Nova York, e disse em comunicado que a empresa "deve agora negociar de boa fé com o sindicato ou solicitar uma revisão" da decisão até o final de janeiro.

Os funcionários da Amazon votaram de forma esmagadora no final de março de 2022 para ingressar no Sindicato dos Trabalhadores da Amazon (ALU), mas a empresa acusou o sindicato de intimidar os trabalhadores e o escritório local do NLRB de facilitar sua vitória.

"Este é um grande momento para o movimento trabalhista", escreveu o vice-presidente do ALU, Derrick Palmer, no Twitter, acrescentando que continuará "lutando por melhores contratos para todos os trabalhadores da Amazon em todo o mundo".

Uma porta-voz da Amazon antecipou que a empresa tentará recorrer da decisão.

"Sabíamos que era improvável que o Escritório Regional do NLRB decidisse contra eles", disse à AFP a porta-voz Kelly Nantel.

"Como dissemos desde o início, não acreditamos que este processo eleitoral tenha sido justo, legítimo ou representativo da maioria do que nossa equipe deseja", acrescentou.

O caso foi transferido para o escritório do NLRB em Phoenix, Arizona, onde um funcionário determinou que algumas objeções poderiam ocorrer e ordenou uma audiência.

Em uma eleição em outro depósito da Amazon no Alabama em 2021, onde ganhou o "não" ao sindicato, a agência ordenou uma nova votação, argumentando que a empresa violou as normas americanas sobre mão de obra organizada.

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