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Como um fracasso de milhões de dólares ensinou este CEO a construir a maior gestora do mundo

Stephen Schwarzman revela que quase chorou após perder o capital de investidores nos anos 80; o episódio transformou a gigante de investimentos em uma fortaleza de processos e meritocracia

Stephen Schwarzman (Getty Images)

Stephen Schwarzman (Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 11 de maio de 2026 às 11h34.

No mundo da gestão de ativos, onde a reputação é a moeda mais valiosa, admitir um erro que quase levou às lágrimas parece contraintuitivo para um CEO.

No entanto, para Stephen A. Schwarzman, cofundador e CEO da Blackstone, o fracasso com a Edgcomb Steel em meados da década de 1980 foi o alicerce de sua fortuna atual de US$ 47,4 bilhões.

Schwarzman, que deixou um cargo de alto escalão no Lehman Brothers para fundar a Blackstone com apenas US$ 400 mil, aprendeu da maneira mais dura que entusiasmo não substitui processo.

Ao perder o valor total do investimento na Edgcomb, ele foi confrontado por um investidor em uma reunião que descreve como "miserável e grisalha". "Eu quase chorei. Mas eu engoli seco e disse: 'Eu simplesmente tenho que aguentar essas pancadas'", recorda o executivo.

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A institucionalização do fracasso

O erro com a Edgcomb mudou a trajetória da Blackstone para sempre. Schwarzman percebeu que o problema não era apenas a má escolha do ativo, mas a ausência de um sistema de freios e contrapesos.

Desde então, a firma — que hoje gere cerca de US$ 1 trilhão em ativos — alterou todos os seus processos, implementando comitês de investimento rigorosos onde cada negócio complexo é debatido exaustivamente.

Para líderes globais, a lição de Schwarzman é clara: contratempos são terríveis, mas são os únicos professores capazes de instituir uma cultura de excelência. "Clientes esperam que coisas boas aconteçam", diz ele. Quando isso falha, a resposta não deve ser a lamentação, mas a reconstrução técnica.

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