Como manter casa e empresa seguras durante as férias

Tecnologias de monitoramento remoto permitem acompanhar tudo que acontece na propriedade a distância

Milhões de brasileiros viajam a lazer todo início de ano. Segundo dados do Ministério do Turismo, em 2017, mais de um quinto dos brasileiros tinha intenção de viajar nos primeiros seis meses. Com isso, milhares de casas e empresas ficam vazias ou sem supervisão. Mas equipamentos com tecnologias cada vez mais avançadas ajudam a garantir a segurança desses imóveis. São sistemas que permitem verificar se está tudo certo com a casa ou com a empresa mesmo a distância e, assim, evitam que o período de descanso se torne uma dor de cabeça.

Veja o caso da Soulvenir, loja de presentes criativos de Florianópolis. Criada em 2013, a empresa tem duas lojas em shoppings da capital catarinense, além do site de vendas online. A primeira unidade recebeu um sistema de câmera fixa comum para acompanhar o que acontecia no espaço. Mas não demorou para Fernando Wisintainer, um dos donos da empresa, decidir investir em aparelhos mais avançados para o segundo estabelecimento.

“Comprei câmeras fáceis de instalar. É preciso apenas uma ligação elétrica e uma rede wi-fi. Como são conectadas à internet, acompanho o que acontece na loja de qualquer lugar. Além disso, posso usar o sistema de áudio para conversar com os funcionários por meio do meu smartphone”, diz.

Neste mês de janeiro, Wisintainer viajou de férias com sua mulher e sócia, Anelise, para a Tailândia. Mesmo do outro lado do mundo, ele acompanha com facilidade tudo que acontece na loja. “Assim que tive acesso à internet aqui em Bangkok, consegui fazer a reconexão com todas as câmeras do sistema. Com a mesma agilidade que conversamos por aplicativos com pessoas em qualquer lugar do mundo, posso ver tudo o que se passa no meu empreendimento, desde a abertura até o fechamento da loja. Enquanto eu curto as férias, também fico de olho no meu negócio. Assim consigo aproveitar o passeio com a segurança de que está tudo bem”, diz.

O sistema de monitoramento remoto também trouxe benefícios para a gestão da loja. O empresário usa as imagens para acompanhar o atendimento feito pelos funcionários, os turnos de cada um e as mudanças na vitrine da loja. Wisintainer, inclusive, conta que uma vez identificou um início de vazamento de água por meio das imagens da câmera. Assim, a manutenção foi feita rapidamente, evitando maiores danos à loja.

Segurança residencial a distância

O receio com a segurança da propriedade é grande não apenas nas empresas, mas também por quem viaja e fica com receio de deixar sua casa vazia. O temor cresce quando o imóvel está em uma região de turismo, pois a circulação de pessoas e o número de ocorrências aumentam nessas épocas do ano.

Em Florianópolis, por exemplo, há essa preocupação dos moradores do bairro de Jurerê Internacional, um dos mais caros e luxuosos do Brasil. Com aproximadamente 3 000 propriedades, o bairro tem uma praia de 2 quilômetros e, em dias comuns, 4 000 pessoas circulam na região. “Em época de férias, que são as altas temporadas, esse número triplica”, diz Sergio Rodrigues da Costa, presidente da Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional (Ajin).

Como a região é conhecida pelas casas de alto padrão e pela bela praia, existe um receio dos moradores com a segurança. Além disso, segundo Costa, muitos proprietários das residências de Jurerê Internacional moram fora da cidade. “Aqui, nós temos casas de veraneio de muitos paulistas, gaúchos, goianos e até mesmo de gente que mora fora do país. Então, a preocupação com a segurança também existe para que essas pessoas tenham a garantia de que suas casas estão protegidas”, explica.

Para ampliar a vigilância do bairro, em 2011, a Ajin buscou a empresa de segurança Intelbras para firmar uma parceria pública pelo bairro. Dessa iniciativa nasceu o projeto Olhar Digital. Atualmente, a Ajin conta com 71 câmeras espalhadas pelo bairro. “A cobertura ainda não é de 100%, mas estamos avançando”, explica Costa. “Além disso, ajudamos a validar produtos em desenvolvimento e sempre aplicamos o que há de mais novo em equipamentos no bairro”, diz.

Está em fase de testes, por exemplo, um sistema de leitura de placa que é capaz de identificar, por meio do cruzamento de dados com o município, se algum veículo que circula no bairro é roubado ou procurado pela polícia. “Sempre que identificamos algo suspeito, passamos as informações para a polícia, que logo inicia uma operação no local. Esta é a principal intenção do sistema que nós aplicamos no bairro: ser uma ferramenta auxiliar dos órgãos de segurança pública para agilizar a tomada de decisão. Tanto que cerca de 80% das ocorrências no bairro são encaminhadas para solução”, afirma Costa.

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