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Como ex-analista de 'bancão americano' identificou uma falha e construiu uma empresa de US$ 5 bi

Plataforma criada por ex-analista reduz desperdícios e transforma eficiência em ganho financeiro

 (reprodução/Linkedin)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 10 de abril de 2026 às 17h58.

Uma falha estrutural em um dos setores mais tradicionais da economia se transformou em uma operação bilionária. A trajetória de Maria Davidson, ex-analista do Goldman Sachs, mostra como ineficiências operacionais podem ser convertidas em ganhos financeiros relevantes quando combinadas com tecnologia e execução.

A construção civil movimenta centenas de bilhões de dólares por ano, mas ainda opera com processos fragmentados. Antes da Kojo, pedidos de materiais eram feitos por ligações, e-mails e mensagens, sem controle centralizado.

Esse cenário gerava perdas constantes. Pedidos duplicados, materiais incorretos, atrasos e falta de visibilidade impactavam diretamente o caixa das empresas.

Considerando que cerca de 40% dos custos de uma obra estão nos materiais, pequenas falhas operacionais se transformavam em perdas financeiras relevantes.

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Da imersão ao produto

Sem experiência no setor, Davidson optou por entender o problema antes de construir a solução. Conversou com profissionais em obras e identificou padrões de desperdício e retrabalho.

A Kojo foi fundada em 2018, mas só lançou seu produto em 2020. A plataforma conecta equipes, escritórios e fornecedores em um único sistema, permitindo controle em tempo real de pedidos, preços e entregas.

Em cinco anos, a empresa passou a processar mais de 5 bilhões de dólares em pedidos por ano, atendendo mais de 75 mil obras.

Os ganhos operacionais são diretos. A plataforma reduziu cerca de 75% da entrada manual de dados e economizou mais de dois milhões de horas de trabalho em 2025. Além disso, gera economia média de 3% a 5% por pedido, o que representa dezenas de milhões de dólares preservados.

Validação pelo mercado

A evolução das métricas sustentou o crescimento da empresa. Após uma Série A de 7 milhões de dólares, a Kojo captou 33 milhões na Série B e 39 milhões na Série C, além de uma extensão de 10 milhões liderada por um grande distribuidor do setor.

O movimento indica uma mudança relevante. Um segmento tradicional passou a enxergar tecnologia como ferramenta estratégica para melhorar desempenho financeiro.

O caso evidencia que oportunidades bilionárias podem estar em problemas operacionais ignorados. A digitalização de processos reduz perdas, melhora previsibilidade e fortalece a tomada de decisão.

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