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Como esses empresários criaram essa marca de beleza de US$ 40 milhões recusando investidores

Fazit transformou tendência do TikTok em categoria global e cresceu sem capital externo

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 10 de março de 2026 às 16h40.

Em um mercado dominado por grandes conglomerados e capital de risco, duas empreendedoras americanas decidiram seguir um caminho diferente.

Aliett Buttelman e Nina La Bruna fundaram a marca de beleza Fazit com recursos próprios e apoio de familiares e amigos. Poucos anos depois, a empresa alcançou cerca de US$ 40 milhões em faturamento anual, criou uma nova categoria de cosméticos virais e passou a receber propostas constantes de fundos de private equity.

Mesmo assim, as fundadoras optaram por manter o controle total do negócio. As informações foram retiradas de Inc.

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Crescimento acelerado sem capital externo

Apesar do rápido crescimento da marca, a Fazit não possui uma estrutura tradicional de captação de investimentos. A empresa foi criada em 2022 com um investimento inicial de US$ 13 mil das próprias fundadoras, além de US$ 200 mil obtidos com amigos e familiares.

O desempenho financeiro da companhia rapidamente chamou a atenção do mercado. Desde que os produtos viralizaram em 2024, cerca de 50 investidores demonstraram interesse em participar do negócio.

Segundo Buttelman, apenas em uma manhã de janeiro chegaram 10 propostas de investimento em sua caixa de e-mail. Ainda assim, a resposta das fundadoras tem sido sempre a mesma.

Não.

A decisão tem uma lógica estratégica. Como o negócio já gera receita significativa, as empreendedoras afirmam que não precisam de capital externo para sustentar a operação. Além disso, preferem manter controle total sobre a marca e sua estratégia.

De adesivos dermatológicos a fenômeno global

A Fazit surgiu inicialmente com uma linha de adesivos voltados ao cuidado da pele, desenvolvidos para tratar pelos encravados, espinhas e cicatrizes.

Dois anos depois, as fundadoras decidiram explorar uma ideia inspirada por uma tendência do TikTok. Influenciadoras utilizavam brócolis mergulhado em henna para criar sardas artificiais no rosto.

A partir dessa inspiração, Buttelman e La Bruna criaram um produto que utiliza tecnologia adesiva semelhante para aplicar sardas com glitter na pele. O desenho foi pensado para imitar o padrão natural das sardas, formando uma espécie de constelação brilhante sobre o nariz e as bochechas.

Antes de chegar à versão final, as fundadoras conversaram com mais de 30 fabricantes até encontrar um parceiro disposto a desenvolver o protótipo.

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O momento em que o produto virou conversa

A percepção de que haviam criado algo diferente surgiu logo nos primeiros testes do produto.

La Bruna, responsável pelo desenvolvimento de produtos da empresa, usou as primeiras amostras em Santa Monica. Segundo ela, as pessoas começaram a abordá-la espontaneamente para perguntar sobre as sardas brilhantes.

Para as fundadoras, essa característica visual tornou o produto naturalmente viral. Diferente de cosméticos tradicionais, o item chama atenção imediatamente e estimula conversas.

Essa característica ajudou a impulsionar a estratégia de divulgação da marca.

Estratégia digital e cultura pop impulsionam as vendas

O primeiro grande momento de crescimento aconteceu durante o festival Coachella. As fundadoras produziram vídeos mostrando amigas usando os adesivos brilhantes durante o evento.

O conteúdo viralizou no Instagram e levou à venda de cerca de 100 mil unidades em poucas semanas.

Depois desse sucesso inicial, as empreendedoras passaram a mirar um objetivo mais ambicioso. Elas queriam que o produto chegasse até Taylor Swift.

Durante seis meses enviaram amostras para pessoas ligadas ao círculo da cantora até conseguir contato com seu maquiador.

A estratégia funcionou. Em outubro de 2024, Swift apareceu usando as glitter freckles em um jogo do Kansas City Chiefs.

Nas 48 horas seguintes, as vendas cresceram 3.500% e ultrapassaram US$ 1 milhão.

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Casos de empresas que enfrentam dificuldades por falhas na gestão financeira são comuns no mercado. De startups a grandes corporações, o desafio envolve manter controle rigoroso das finanças e tomar decisões estratégicas baseadas em dados.

Essa responsabilidade não se limita à alta liderança. Profissionais de diferentes áreas que dominam fundamentos financeiros ampliam sua relevância e capacidade de crescimento na carreira.

Com esse objetivo, EXAME e Saint Paul disponibilizaram, por tempo limitado, mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

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