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Com Beto Carrero e Cacau Show, onde fica o Hopi Hari? Especialista responde

Para Marcos Bedendo, futuro do parque depende de marcas fortes, resgate da imagem e integração com a região como polo de turismo

Nova atração do Hopi Hari (Hopi Hari/Divulgação)

Nova atração do Hopi Hari (Hopi Hari/Divulgação)

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 17h09.

Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 17h11.

O mundo dos parques de diversões é — literalmente — uma montanha-russa. Em meio ao avanço de projetos como o novo parque da Cacau Show e a consolidação do Beto Carrero, o Hopi Hari tenta recuperar relevância em um setor que passa por um dos maiores ciclos de investimento da sua história no Brasil.

Segundo o especialista em branding Marcos Bedendo, há espaço para todos — mas o parque paulista terá que evoluir rapidamente se quiser disputar atenção no novo mapa do entretenimento nacional.

“Todos participam de um mesmo ecossistema de entretenimento familiar”, diz Bedendo. Mesmo com propostas distintas, segundo o especialista, com o Beto Carrero com foco em shows e o parque da Cacau Show voltado ao público infantil, a sobreposição de público torna inevitável a concorrência.

Para o especialista, o Hopi Hari ainda pode se reerguer, explorando o perfil mais adolescente que sempre o caracterizou. "Hoje um parque precisa de marcas fortes”, diz.

O modelo original do parque, baseado em uma narrativa própria com personagens e linguagem ficcional, tem valor afetivo — especialmente em São Paulo —, mas precisa ser complementado com licenciamentos relevantes, como já fazem os concorrentes.

“É inviável operar sem marcas licenciadas. As empresas querem oferecer experiências imersivas com seus produtos. O Beto Carrero tem Hot Wheels e outras. O Hopi Hari precisa buscar marcas que façam sentido para seu público", afirma.

Imagem, localização e sustentabilidade

A recuperação da imagem institucional, marcada por acidentes no passado, exige planejamento consistente. O resgate de memórias positivas inevitavelmente traz também as negativas. A estratégia, segundo Bedendo, deve ser reforçar os pontos fortes e minimizar os fracos.

A localização do parque é um trunfo. Fora da capital, com acesso rodoviário e hotelaria mais barata, o entorno pode favorecer um futuro ecossistema parque-hotel. “É diferente do antigo Playcenter. A região tem infraestrutura e densidade populacional.”

A retomada é promissora, mas não garantida. “Se os empreendimentos se pagarem, terão continuidade. Caso contrário, serão encerrados.”

Ainda assim, o cenário atual, com menor acesso ao exterior e busca por experiências presenciais, é visto pelo especialista como favorável ao crescimento local.

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Transformar a região em destino

Para disputar relevância com Beto Carrero e Cacau Show, o Hopi Hari precisará deixar de ser apenas uma atração de day use. A chave será criar um motivo real para o visitante permanecer mais dias na região.

“É necessário um esforço conjunto dos parques para oferecer atrações complementares e integrar a proposta. Só assim será possível consolidar o eixo como um destino turístico de permanência.”

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