Patrocínio:
Maicon Joner, sócio da Joner Empreendimentos (Divulgação)
Editor da Região Sul
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 13h53.
Pomerode, município localizado no Médio Vale Catarinense, orgulha-se de ostentar o título de cidade mais alemã do Brasil. Conhecida nacionalmente pelo casario em estilo enxaimel e pela preservação da cultura germânica, a cidade recebe mais de 1 milhão de visitantes por ano, mas ainda convive com uma oferta limitada de hospedagem.
Eventos como a Festa Pomerana, a Osterfest e o Festival Gastronômico ampliam a pressão sobre a infraestrutura local e evidenciam um gargalo histórico: muitos turistas precisam buscar estadia em municípios vizinhos, como Blumenau, Timbó e Indaial.
Nesse cenário, surge a pergunta: como receber com conforto e qualidade tanta gente que chega para visitar a cidade? A gerente financeira Gisele Anacleto do Nascimento sentiu na pele a carência de hospedagem. Corredora amadora de Itajaí, ela participa todo mês de outubro da Maratona de Pomerode, mais uma atração do efervescente calendário turístico pomerodense.
Para resolver o problema, se organizou. Com um ano de antecedência, reservou e já deixou paga a estadia para a prova do ano que vem. “Tem muita gente que conheço que deixa pra reservar um mês antes e nunca consegue”, diz.
É nesse contexto que surge o Linden, empreendimento voltado à hospitalidade e aos serviços, lançado no fim de 2025 e já com Registro de Incorporação aprovado. Localizado próximo ao centro histórico e ao parque da Festa Pomerana, o complexo é planejado com duas torres de seis pavimentos, somando 280 unidades — 230 lofts e 50 apartamentos —, com entrega prevista para 2029.
O investimento total do projeto chega a R$ 208 milhões, sendo que R$ 112 milhões correspondem ao custo direto de construção da estrutura física. O Valor Geral de Vendas (VGV) estimado é de R$ 175 milhões.
Com cerca de 30 mil metros quadrados de área construída, o Linden é concebido como um projeto multinegócios. Além das unidades residenciais voltadas à locação e à hospedagem, o empreendimento inclui áreas de lazer, serviços e um eixo comercial integrado, ampliando o tempo de permanência do visitante e estimulando o consumo local.
O complexo multinegócios terá duas torres de seis pavimentos, sendo 230 lofts e 50 apartamentos (Divulgação)
Um dos diferenciais do projeto é o Passeio Linden, uma rua coberta entre as torres, com cobertura retrátil, que reúne 34 operações comerciais, incluindo lojas, restaurantes, cafés, mercado, lavanderia 24 horas e um palco multicultural voltado à difusão da cultura local. O complexo prevê ainda mais de 400 vagas de estacionamento, atacando um dos principais gargalos urbanos da cidade em períodos de pico turístico.
Responsável pelo projeto, a Joner Empreendimentos, que atua há 30 anos na região, aposta em um modelo que combina crescimento econômico e preservação cultural. Para o sócio Maicon Joner, o desafio é avançar sem descaracterizar o município. “Pomerode tem uma identidade muito forte. Segurança, tranquilidade e vida comunitária são ativos que não podem ser perdidos. O desenvolvimento precisa respeitar isso”, afirma.
A localização estratégica ajuda a explicar o interesse crescente por investimentos. A pouco mais de uma hora das praias catarinenses e a menos de 200 quilômetros de Curitiba, Pomerode reúne atributos que favorecem tanto o turismo de lazer quanto o de eventos e negócios. O reconhecimento internacional da Rota do Enxaimel, no bairro Testo Alto — considerada pela Organização das Nações Unidas um dos principais exemplos de preservação arquitetônica fora da Europa — reforça o apelo do destino.
Para o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Pomerode, Manfredo “Mani” Goede, o investimento reflete uma mudança de mentalidade. “O turismo deixou de ser apenas complementar e passou a ser tratado como vetor estratégico de desenvolvimento. Receber bem não é só uma questão cultural, é também uma decisão econômica”, afirma. Segundo ele, há interesse crescente de empresários de cidades como Joinville e Gramado em projetos voltados à hospitalidade no município.
Embora o turismo ganhe protagonismo, ele não é a única base econômica local. Pomerode mantém uma indústria diversificada, comércio organizado e presença de empresas de porte médio e multinacionais, o que impulsiona também o turismo corporativo. Soma-se a isso um calendário de eventos ativo, parques temáticos abertos o ano inteiro e roteiros de natureza e esporte, como o Circuito de Cicloturismo do Vale Europeu, com cerca de 300 quilômetros de percurso por nove municípios.
A combinação desses fatores ajuda a explicar por que Pomerode entra em uma nova fase. Mais do que um destino associado às festas típicas, ao zoológico e à produção de cervejas artesanais, o município passa a estruturar o turismo como plataforma econômica integrada, capaz de gerar retorno financeiro, valor imobiliário e desenvolvimento urbano de forma contínua — sem abrir mão da identidade cultural que o transformou em um dos destinos mais singulares do Sul do Brasil.