Negócios

Cias aéreas prometem reforçar quadros no fim de ano

Todas as empresas, com exceção da Trip, entregaram um plano de contingência à Anac

As empresas, incluindo TAM, Gol, Azul, Webjet e Avianca, se comprometeram a manter em seus pátios aviões reservas (Jonne Roriz/EXAME.com)

As empresas, incluindo TAM, Gol, Azul, Webjet e Avianca, se comprometeram a manter em seus pátios aviões reservas (Jonne Roriz/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de novembro de 2010 às 19h42.

São Paulo - As principais companhias aéreas brasileiras mais Infraero, Polícia Federal, Anac e Decea acertaram um grande plano de contingência nessa segunda-feira para evitar um caos aéreo nos principais aeroportos do país no fim do ano.

Com a demanda crescendo acima dos 20 por cento, ameaça de greve de aeronautas e aeroviários e gargalos estruturais, o plano, que entra em vigor entre 17 de dezembro e 3 de janeiro, quer evitar a repetição dos problemas observados em 2007.

"Estou tranquila e estamos preparados", disse à Reuters a diretora presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira. "Temos uma vantagem esse ano que é o fato de Natal e Ano Novo caírem num sábado. Se fosse dia de semana seria pior porque poderia haver um enforcamento de dias e aumentar o movimento", acrescentou ela.

Todas as empresas, com exceção da Trip, entregaram um plano de contingência à Anac, segundo a presidente da agência. O plano passa a ter caráter legal e em caso de não cumprimento punições poderão ser aplicadas.

"Em caso de não cumprimento a Anac pode decidir por congelar autorizações de vôo, vôo charters e até fretamentos", disse ela.

As empresas, incluindo TAM, Gol, Azul, Webjet e Avianca, se comprometeram a manter em seus pátios aviões reservas, não praticar overbooking e oferecer o endosso de bilhetes de outras companhias em caso de atraso.

Os presidentes e diretores das empresas presentes em reunião nesta segunda-feira com a Anac anunciaram que contrataram funcionários para atender a demanda de fim de ano, que deve crescer acima dos 20 por cento ante o mesmo período de 2009. A taxa de ocupação das principais empresas deve superar 75 por cento, segundo eles.

"O endosso nós vamos cumprir, mas tem épocas do ano que são complicadas. Isso não acontece só no setor aéreo", disse o diretor da Gol, Alberto Fajerman. "O endosso será dado, mas o que não se pode garantir é que todos os passageiros que deixaram de voar conseguirão voar naquela empresa do endosso", acrescentou ele.

A Infraero, estatal que administra os principais aeroportos do país, vai reforçar as equipes de atendimento nos aeroportos com mais 922 funcionários. O plano da estatal abrange 67 aeroportos e ainda conterá com apoio da polícia federal.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ampliou em 14 por cento o contingente de controladores de vôo para as festas de fim de ano nas 3 principais cidades do país, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Já a Anac vai distribuir 120 fiscais pelos 11 maiores aeroportos do país e montar uma sala de coordenação no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Nesse aeroporto, a Anac limitou a 45 o número de movimentos por hora para evitar saturação.

Acompanhe tudo sobre:AeroportosAnacAviaçãoAviõesSetor de transporteTransportes

Mais de Negócios

Cacau Show, Chilli Beans e mais: 10 franquias no modelo de contêiner a partir de R$ 30 mil

Sentimentos em dados: como a IA pode ajudar a entender e atender clientes?

Como formar líderes orientados ao propósito

Em Nova York, um musical que já faturou R$ 1 bilhão é a chave para retomada da Broadway

Mais na Exame