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Carros da Ford vendidos no país serão 100% globais até 2015

Montadora espera crescer com a atualização da sua linha no país

Estande da Ford no Salão do Automóvel 2012 (Marcela Ayres / EXAME.com)

Estande da Ford no Salão do Automóvel 2012 (Marcela Ayres / EXAME.com)

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Marcela Ayres

22 de outubro de 2012, 14h48

São Paulo - Apesar de não divulgar números ou projeções, a Ford segue otimista quanto ao crescimento de seus negócios no país. De acordo com Jim Farley, vice-presidente de marketing da matriz, a plataforma de produtos vendidos no Brasil será global até 2015. Com DNA brasileiro, o EcoSport seria o exemplo mais claro do que o executivo chama de "nova Ford", voltada para os consumidores de todas as partes do globo.

Criado pela equipe de engenharia brasileira da montadora, o modelo foi um dos responsáveis por atualizar a imagem da Ford no mercado brasileiro a partir de 2003. Segundo Farley, o fato de a montadora estar trabalhando com a segunda geração do EcoSport mostraria sua antecipação em relação à boa parte do mercado, que estaria lançando agora seus primeiros SUVs mais acessíveis. O carro é um dos grandes destaques da companhia no Salão do Automóvel de São Paulo

O novo EcoSport chegou ao mercado no começo de agosto. Produzido com a plataforma do novo Fiesta, ele também conta com o mesmo painel do veículo, incluindo o sistema de multimídia Sync. "A resposta ao carro na Índia, China, Europa Oriental e Rússia está superando e muito nossas expectativas", afirmou o executivo. "Este é só o começo da história global do EcoSport".

Em comunicado à imprensa estrangeira, a Ford já havia divulgado a meta de vender 1 milhão de SUVs na Europa nos próximos seis anos. Farley pontuou que o segmento é um dos poucos que registra crescimento no Velho Continente - e o apetite por utilitários compactos, como o EcoSport, seria ainda maior.

Cá e lá

Enquanto o Brasil permanece como um destino mais ensolarado para os negócios da montadora americana, que também espera alavancar as vendas das novas versões da Ranger, Fusion e Fiesta, o cenário na Europa tem contornos mais turvos. A Ford já tornou pública a intenção de demitir centenas de funcionários na região, onde opera no vermelho.

Por aquim, a divulgação das novas regras para o regime automotivo não afetou os planos da montadora. Steven Armstrong, presidente da Ford no país, reiterou que a empresa deverá investir 4,5 bilhões de reais no Brasil entre 2011 e 2016.