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Britânia investirá R$ 9 milhões em fábrica em Salvador

A fabricante de eletrodomésticos Britânia, de Curitiba, acaba de decidir que vai mesmo investir --inicialmente 9 milhões de reais-- numa nova fábrica, a ser localizada nas imediações de Salvador.

Por falta de espaço na fábrica do Paraná, ela vai transferir para a Bahia a produção de ventiladores, batedeiras, ferros elétricos e espremedores de frutas. Na nova fábrica, possivelmente a Britânia fará seus produtos e o de terceiros, desde que voltados para a exportação. A empresa, genuinamente nacional, já produz liqüidificadores e outros produtos para a Electrolux.

"Teremos também novos investimentos em Curitiba", diz César Eduardo Isacson, presidente da Britânia. O dinheiro já foi aplicado para lançar novos produtos. Neste segundo semestre a Britânia estará entrando em mercados mais fortes: lava-louças para 6 conjuntos, aspiradores de pó, secadoras de roupas de parede. Está entrando também em som com rádio-gravador com cd, disc-man e radio-relógio --a partir de julho. "Já estamos começando a produzir cafeteiras e secadores de cabelo --antes importávamos estes produtos", diz Isacson. "Com isso ficamos sem espaço em Curitiba e por isso vamos transferir parte da produção para o Nordeste".

Nesta região há mais mercado para ventiladores e outros produtos mais baratos. "Pretendemos ganhar mercado e vamos ganhar porque os clientes não pagarão tanto frete. Para os clientes do Nordeste, ele encarece os custos em 6% sobre o preço dos produtos", diz Isacson.

No ano passado a Britânia faturou 131 milhões de reais. Com os novos produtos, a perspectiva de crescimento para 2002 é muito grande. "Deveremos fechar com 220 milhões de reais", diz Isacson. Segundo ele, a confiança da Britânia nos novos investimentos decorre dela ter detectado duas oportunidades. Com a falência da gaúcha Enxuta, produtora de secadoras e de lavadoras, ficou um vazio no mercado. Já na linha de som o motivo é outro: a Receita Federal pegou muitos dos contrabandistas.

"Agora há espaço para brigar. O nosso rádio-relógio chegará às lojas a 39 reais já com os impostos. As marcas contrabandeadas chegavam a 26 reais. Não dava mesmo para competir".

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