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B&A avalia dois ativos de minério de ferro no Brasil

Segundo o presidente da B&A, Eduardo Ledsham, dois ativos estão no Brasil e outros dois, no oeste do continente africano


	Minério de ferro: o presidente da mineradora disse que foco da empresa é em ativos pequenos e médios, com alto grau de concentração de minério de ferro
 (MARCELO PRATES)

Minério de ferro: o presidente da mineradora disse que foco da empresa é em ativos pequenos e médios, com alto grau de concentração de minério de ferro (MARCELO PRATES)

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Fernanda Guimarães

26 de setembro de 2013, 15h20

Belo Horizonte - A B&A, mineradora fruto da parceria do BTG, do banqueiro André Esteves, com a AGN, do ex-presidente da Vale Roger Agnelli, está analisando quatro ativos de minério de ferro, que estão em fase de "due diligence" (processo de investigação e auditoria nas informações de empresas).

Segundo o presidente da B&A, Eduardo Ledsham, dois ativos estão no Brasil e outros dois no oeste do continente africano.

O executivo disse que o foco da empresa é em ativos pequenos e médios, com alto grau de concentração de minério de ferro. "62%, 63%", citou Ledsham, em conversa com jornalistas após participar de painel do Congresso Brasileiro de Mineração. Ledsham não disse quando o final de uma dessas transações pode sair, mas disse que a companhia está trabalhando para que algum saia ainda neste ano.

De ativos pequenos para médios, o executivo caracterizou aqueles com uma capacidade nominal de 5 milhões de toneladas a 15 milhões de toneladas anuais.

"Assim com dois ativos se chega a uma produção de 30 milhões de toneladas", afirmou. Atingir uma produção de 30 milhões de toneladas em cinco anos já foi uma previsão dada por Ledsham.

Para os investimentos que serão necessários, caso algum desses negócios siga em frente, o executivo disse que a empresa pode procurar uma parceria com um private equity, ou solicitar novos aportes dos acionistas. "Quando o projeto é bom não falta dinheiro", disse.

No início do ano, a B&A estava com cinco ativos sendo analisados em fase de due diligence, mas segundo o executivo um deles não avançou. Ledsham destacou que, além do minério de ferro, a B&A está bastante focada em potássio e fosfato. A empresa possui um projeto de fosfato em Bonito (MS), com investimento de R$ 70 milhões.

O início da operação desse projeto está previsto para o segundo trimestre de 2014. Segundo o executivo, o adiamento se deveu a atrasos para a obtenção de licenças de desmatamento. Para esse projeto, o executivo afirmou que a empresa já possui 90% do funding junto ao Finep. Sobre o projeto de cobre que a empresa possui no Chile, o Cuprum, Ledcham disse que esse já possui 60% financiado.

Criada há quase um ano, a B&A nasceu com um caixa de US$ 500 milhões, fruto de aportes dos acionistas, em especial do banco BTG. Segundo Ledsham, desse montante, a companhia já investiu US$ 185 milhões.