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Aos 16 anos, ele assumiu o restaurante do pai. Hoje vende 200 mil esfihas por mês e prepara expansão

Fundado por um imigrante sírio, o Samir Amis completa 20 anos preparando duas novas unidades, fortalecendo o delivery e projetando crescimento de até 22% ao ano

Joseph Moriz Azar ao lado da mãe, Rula, e do irmão, Julian (Divulgação)

Joseph Moriz Azar ao lado da mãe, Rula, e do irmão, Julian (Divulgação)

Bianca Camatta
Bianca Camatta

Freelancer em Negócios

Publicado em 16 de agosto de 2026 às 10h00.

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Mais de 200 mil esfihas são vendidas todos os meses pelo restaurante familiar Samir Amis, em São Paulo (SP). Fundada em 2006, a casa especializada em culinária árabe reúne um cardápio com esfihas, kibes, grelhados, saladas, sobremesas e bebidas típicas e agora se prepara para um novo ciclo de expansão.

“Crescemos de forma orgânica e sustentável. Consolidamos a marca na cidade de São Paulo, ampliando o portfólio, profissionalizando processos e investindo em equipe”, diz Joseph Moriz Azar, proprietário do Samir Amis e filho do fundador, Moris Azar.

O negócio se prepara para um novo ciclo de crescimento, focado na inauguração de novas unidades, fortalecimento do delivery e inovações no cardápio. Com isso, a expectativa é de crescer entre 18% e 22% ao ano até 2028.

D0 pão sírio ao restaurante

A história do restaurante Samir Amis começa nos bastidores. Imigrante sírio, Moris Azar foi um dos primeiros a começar a produzir o pão sírio no Brasil. A produção era vendida por atacado para mercados e restaurantes de São Paulo. 

Mas ele queria apresentar mais da culinária síria para a capital paulista. “A Samir Amis nasceu em 2006 do desejo de Moris Azar de levar a receita e o real sabor da comida árabe de família para mais pessoas”, afirma Joseph. 

O restaurante começou a se estruturar em Moema, de maneira simples e informal. O foco principal da divulgação estava no tradicional boca a boca.

“A divulgação inicial aconteceu principalmente por indicação de clientes, participação em eventos locais e presença em bairros com forte ligação com a cultura árabe. A consistência do produto foi nossa principal ferramenta de marketing no começo”, diz Joseph. 

Durante os 20 anos, o crescimento se consolidou com maior profissionalização e ampliação do portfólio. Os maiores desafios foram manter a qualidade e a padronização durante o crescimento.

“Aprender a equilibrar tradição e inovação, formar e reter equipe e se adaptar ao delivery e às novas formas de consumo foram etapas importantes”, afirma. 

Além das esfihas, o cardápio reúne pratos tradicionais da culinária árabe, como quibes, homus, tabule, charutos e grelhados (Divulgação/Samir Amis)

Os últimos dez anos foram comandados por Joseph, após o falecimento do seu pai em 2016. Na época, o primogênito tinha apenas 16 anos. Ao longo dos anos, ele se empenhou em manter receitas de família, combinadas com ingredientes de qualidade e bom atendimento. “Buscamos oferecer não só comida, mas uma experiência. O cliente sente que está sendo recebido na casa de alguém”, diz. 

Manter a tradição familiar, para ele, é uma maneira de diferenciar o negócio. "Quando a gente cozinha junto, não é só comida que sai dali. Sai história, sai cuidado, sai o jeito da minha mãe e o do meu pai de se fazer. É isso que o cliente sente quando come um salgado nosso: que tem gente por trás, não é somente linha de produção", diz.

Na cozinha, a ideia é oferecer a mesa árabe completa. “As esfihas são um dos carros-chefes da marca e um dos produtos mais lembrados pelos clientes, mas também temos grande procura por kibes, tabule, homus, charutos e pratos para compartilhar.”

Hoje o tíquete médio da empresa fica entre R$ 80 e R$ 90, com 200 mil esfihas vendidas no mês. 

O plano para crescer mantendo a essência 

No ano em que completa 20 anos, a empresa prepara um novo ciclo de crescimento. A expectativa é de crescer de forma estruturada, mas sem abrir mão da tradição. 

Para isso, um dos pilares é a inovação, com o desenvolvimento de canais digitais para delivery e o aprimoramento de outros elementos deste canal, como parcerias comerciais e embalagens que preservam a qualidade dos alimentos. 

"O consumidor mudou muito nos últimos anos. Hoje ele busca conveniência, quer pedir em casa, mas também valoriza a experiência presencial. Além disso, procura opções mais saudáveis e um cardápio que acompanhe seu estilo de vida. Nosso desafio é evoluir acompanhando essas mudanças sem perder a essência da culinária árabe que sempre oferecemos", afirma Joseph.

Nos próximos três anos, a expectativa é de inaugurar duas unidades do restaurante em São Paulo e na Grande São Paulo, mas em bairros não divulgados.

Sem abrir mão das receitas de família, o Samir Amis aposta na expansão para crescer nos próximos anos (Divulgação/Samir Amis)

Segundo o empreendedor, a motivação para as novas unidades nasceu da demanda. “Recebemos muitos pedidos de clientes de outras regiões e percebemos a oportunidade de levar a experiência Samir Amis para novos públicos. A maturidade dos processos e da marca também nos dá segurança para expandir mantendo o padrão de qualidade que nos trouxe até aqui”, diz. 

O plano de crescimento também será impulsionado pelas comemorações dos 20 anos da empresa. Ao longo de 2026, o Samir Amis prepara ações de marketing, eventos e um menu comemorativo, que na visão de Joseph funcionam como uma motivação para o cliente voltar ao endereço.

“Estamos resgatando receitas especiais e criando experiências que reforçam nossa história. Isso gera engajamento, aumenta o tíquete e fortalece o branding”, afirma. 

Em cinco anos, a expectativa de Joseph é que o Samir Amis seja uma das principais referências nacionais em gastronomia árabe.

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