Negócios

Amazon deve adiar Prime Day nos EUA para setembro por causa da covid-19

Empresa cogita alterar data do evento por causa das dificuldades que tem enfrentado com o aumento da demanda por entregas durante a pandemia de coronavírus

Centro de distribuição da Amazon nos Estados Unidos: empresa espera gastar no mínimo 4 bilhões de dólares em despesas relacionadas ao coronavírus (Bloomberg/Getty Images)

Centro de distribuição da Amazon nos Estados Unidos: empresa espera gastar no mínimo 4 bilhões de dólares em despesas relacionadas ao coronavírus (Bloomberg/Getty Images)

CI

Carolina Ingizza

Publicado em 25 de maio de 2020 às 13h00.

Última atualização em 25 de maio de 2020 às 14h51.

A varejista americana Amazon tenta manter sua operação no mesmo nível de antes da pandemia do novo coronavírus. Uma das medidas para isso seria adiar o Prime Day de junho para setembro deste ano. O evento, tradicionalmente feito durante o verão do hemisfério norte, trouxe cerca de 7 bilhões de dólares para a companhia em 2019. 

A decisão de adiar os dois dias de promoção teria sido tomada por causa de problemas nos armazéns e centros de distribuição da companhia, segundo informa o jornal americano The Wall Street Journal. A empresa tem enfrentado dificuldades para dar conta da demanda sem precedentes gerada pela pandemia nos Estados Unidos, atrasando as entregas. Produtos como álcool em gel e papel higiênico, em março e abril, estavam fora de estoque e muitos itens tinham previsão de entrega de um mês.

Para remediar o problema, em março, a Amazon informou que iria “priorizar temporariamente” os envios de itens de necessidade básica, como remédios, alimentos e produtos de limpeza para casa. A empresa, na época, parou de aceitar remessas de itens não essenciais vendidos por terceiros em seu marketplace durante a pandemia.

Depois, no mês passado, de acordo com o Wall Street Journal, a empresa liberou um pouco as restrições. Ela passou a permitir que os vendedores enviassem itens não essenciais, mas com uma limitação de quantidade, para garantir espaço nos armazéns para os produtos de necessidade básica. Em meados de maio, esse limite foi removido. 

Parte do problema nas entregas está relacionado com o fato de que muitos empregados da companhia decidiram não ir trabalhar por medo de se contagiar nos depósitos. Muitos denunciaram a empresa publicamente de não estar fazendo o suficiente para garantir sua segurança durante a pandemia. Em um armazém nos arredores de Nova York, 30 funcionários foram diagnosticados com covid-19.

Uma porta-voz informou ao Wall Street Journal que a empresa continua a implementar medidas de saúde e segurança proteger os funcionários que coletam, embalam e transportam produtos para os clientes. 

Na conferência com investidores após divulgação do balanço de resultados do primeiro trimestre, a Amazon disse esperar gastar no mínimo 4 bilhões de dólares em despesas relacionadas ao coronavírus. Nos três primeiros meses do ano, a companhia recebeu 75 bilhões de dólares (alta de 26% em relação ao mesmo período de 2019) com as vendas e lucrou 3,9 bilhões, abaixo dos 4,4 bilhões do primeiro trimestre do ano passado. 

Acompanhe tudo sobre:AmazonCoronavírusDeliveryVarejo

Mais de Negócios

Justiça condena Ypê por assédio eleitoral ao fazer live pró-Bolsonaro em 2022

Após venda de empresa, novo bilionário britânico vai compartilhar US$ 650 milhões com funcionários

O que levou a EMS a comprar a startup Vitamine-se

No lugar do call center, IA que cobra dívidas fecha mais de R$ 54 milhões em acordos em três meses

Mais na Exame