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Além do ingresso: como o Beto Carrero usa fura-fila e dias de pico para gerar receita

Modelo de negócios do Beto Carrero World mira cada ponto de contato do visitante como oportunidade de receita

Alex Murad, CEO do Beto Carrero World: há quase uma década, o parque passou a oferecer acessos rápidos pagos para os brinquedos  (Leandro Fonseca /Exame)

Alex Murad, CEO do Beto Carrero World: há quase uma década, o parque passou a oferecer acessos rápidos pagos para os brinquedos (Leandro Fonseca /Exame)

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 às 08h12.

Com 2,5 milhões de visitantes em 2024 e uma expectativa de chegar a 2,9 milhões no último ano, o Beto Carrero World tem se reinventado para além da bilheteria.

A nova fase do parque, que inclui 2 bilhões de reais em investimentos, num anúncio exclusivo feito à EXAME, também passa por uma estratégia afiada de monetização nos dias de maior fluxo.

Nos períodos de alta temporada, o tempo de espera pelas atrações mais disputadas pode facilmente ultrapassar duas horas.

A solução encontrada: transformar esse gargalo em fonte de receita.

Há quase uma década, o parque passou a oferecer acessos rápidos pagos para os brinquedos.

Os visitantes podem adquirir desde um passe avulso por 60 reais até pacotes completos que liberam praticamente todas as atrações por 800 reais por pessoa.

Dinheiro novo em filas, shows e estacionamento

A lógica dos fura-filas pagos se expandiu para outras áreas.

Hoje, há acessos prioritários para shows e estacionamentos, com cobrança adicional.

Além disso, o parque adotou um sistema de precificação dinâmica, que ajusta o valor dos ingressos conforme a demanda — modelo cada vez mais comum entre grandes parques internacionais. Em dias de pico, o ingresso pode custar bem mais do que o valor cobrado na baixa temporada.

A digitalização também chegou à operação. O uso de dados em tempo real permite ao parque equilibrar filas, ajustar preços, ampliar a margem e prever gargalos logísticos com antecedência.

Verticalização: da comida ao controle de qualidade

Outra frente estratégica foi a verticalização dos serviços.

Desde 2024, todos os restaurantes e quiosques dentro do parque são operados diretamente pelo Beto Carrero World — e não mais por empresas terceirizadas.

A medida permite controle de preços, qualidade e rentabilidade.

O modelo segue padrões de grandes parques internacionais como a Disney, com foco em capturar o máximo da jornada do visitante.

A aposta é clara: a experiência se tornou o novo produto. E, para garantir crescimento sustentável, o parque busca monetizar cada minuto dentro do complexo.

Leia a matéria completa sobre o Beto Carrero World na edição de janeiro de 2026 da revista Exame: EXCLUSIVO: Beto Carrero World investe R$ 2 bi, terá hotéis e área temática do 'Bob Esponja'

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