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Águas do Rio: o segredo do sucesso no trabalho junto às comunidades

Empresa, que assumiu o saneamento básico em cidades fluminenses, prioriza mão de obra local e tem como meta contratar 5 mil pessoas

O Rio de Janeiro deu um passo importante para superar um dos maiores desafios do país: a universalização do saneamento básico. Vencedora de dois blocos no leilão de concessão dos serviços de água e esgoto, a Águas do Rio investirá 39 bilhões de reais nas 27 cidades que fazem parte de sua área de atuação. Mas os benefícios com a chegada da concessionária, que pertence à Aegea, líder no setor privado de saneamento básico, vão muito além da melhora nos serviços de água e esgoto.

Atuando dentro dos princípios ESG (Environmental, Social and Governance), com compromissos com o meio ambiente, o social e a governança, a Águas do Rio já colocou seu projeto inclusivo nas ruas. Uma das premissas do processo seletivo da Águas do Rio, iniciado em agosto, é a valorização da mão de obra local, como forma de contribuir para o desenvolvimento regional e de ter colaboradores atuando próximos de suas residências.

A meta de contratação é de 5.000 pessoas. E com o início das obras há uma estimativa de gerar outros 15.000 empregos indiretos. Se a notícia, por si só, já é boa, o modelo de seleção e treinamento se destaca.

“Nossa equipe está sendo formada com profissionais de diferentes perfis, levando em consideração toda a diversidade de nosso povo. Desde pessoas experientes, com muita capacidade técnica, até jovens que estão buscando a primeira oportunidade no mercado de trabalho. Capacitar e oferecer oportunidades para os colaboradores fazem parte do DNA do nosso grupo”, comenta o diretor-presidente da Águas do Rio, Alexandre Bianchini.

Resultados do processo seletivo
Os dados apresentados pela Águas do Rio confirmam não só a eficácia, mas principalmente a necessidade do projeto. Dos 3.790 contratados, 40% pertencem às comunidades atendidas pela empresa. No entanto, quando iniciou o processo seletivo pelo site, com mais de 89.000 inscrições, apenas 52 candidatos diziam morar nas comunidades.

“Percebemos que entre os motivos para esse número estava a crença de que eles teriam menos chances de serem selecionados se falassem onde moram. Uma pessoa da Rocinha, por exemplo, colocou o bairro de São Conrado em sua ficha de inscrição”, comenta a gestora de RH da Águas do Rio, Ana Paula Furtado.

A solução foi ampliar o número de oficinas de orientação profissional realizadas nas comunidades, como as que ocorreram na Mangueira e na Barreira do Vasco. Durante o encontro, os moradores recebiam orientações sobre como montar o currículo e dicas de comportamento em entrevistas, sempre com o objetivo de gerar confiança na hora de disputar as vagas disponíveis.

 (Águas do Rio/Divulgação)

Para Flávio Faria, recém-contratado como analista administrativo, o olhar da empresa para os moradores de comunidades faz com que seja possível acreditar em um futuro melhor. Aos 22 anos, o morador da Rocinha possui curso técnico em administração e planeja iniciar a faculdade no próximo ano.

“Estou contratado em um lugar que reconhece e dá oportunidade de crescimento para os colaboradores. Há muitos moradores de comunidades capacitados que não são contratados ou ficam sem oportunidade de crescimento profissional pelo simples fato de morarem em favelas. Eu vi na Águas do Rio um diferencial", vibra o jovem, que será a primeira pessoa da família a ingressar no ensino superior.

O tom da diversidade
As contratações mais inclusivas da Águas do Rio fazem parte da cultura e da governança de pessoal da Aegea. Outro programa importante do grupo, que reforça o compromisso social, é o “Respeito dá o tom” , que está completando quatro anos de existência.

Inicialmente, o objetivo era promover a equidade nas oportunidades de acesso à empresa e de crescimento profissional dos colaboradores que se autodeclaram pretos ou pardos. Após uma reconfiguração, foram ampliados os objetivos, que agora incluem iniciativas que espelhem a população negra em todos os níveis hierárquicos da companhia.

Neste ano, segundo pesquisa realizada pela área de recursos humanos da Aegea, foi constatado que 54% dos supervisores da empresa se autodeclaram negros. Entre os trainees os números chegam a 43% dos colaboradores. Ao todo, a Aegea possui 61,90% de seus funcionários autodeclarados como pretos ou pardos.

O programa “Respeito dá o tom”, reconhecido pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) como um dos principais programas de igualdade racial do país, já investiu 3 milhões de reais na criação de campanhas de conscientização, canais de denúncias, eventos sobre o tema racial, além da contratação de especialistas em inclusão.

A formação de uma empresa mais diversa e inclusiva à frente de serviços essenciais para a vida das pessoas amplia os benefícios sociais para uma sociedade mais engajada e consciente.

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