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Academia sai da crise após reorganizar dívidas e apostar em receita recorrente

Liderada por Thamy Cristina Barros Ribeiro El Hage, a L A Fitness, de Cuiabá, reorganizou dívidas, ajustou a operação e adotou mensalidades recorrentes para retomar o crescimento

Thamy Cristina Barros Ribeiro El Hage, da L A Fitness: trajetória marcada por reinvenções (Divulgação/Divulgação)

Thamy Cristina Barros Ribeiro El Hage, da L A Fitness: trajetória marcada por reinvenções (Divulgação/Divulgação)

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Publicado em 3 de abril de 2026 às 09h05.

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Foi com o olhar para uma operação mais organizada, estratégia ajustada e perspectiva para crescer, a academia L A Fitness, liderada por Thamy Cristina Barros Ribeiro El Hage, mostra como é possível recuperar o fôlego após um período de forte pressão financeira que reduziu seu faturamento mensal.

O ponto da virada: novos modelos de receita e maior previsibilidade. Assim, o negócio começou a se estabilizar e voltar a crescer de forma sustentável, chegando ao faturamento de cerca de R$ 700 mil por ano.

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A trajetória da empreendedora de Cuiabá é marcada por reinvenções. Antes de entrar no setor fitness, ela atuava no varejo de roupas, começando com vendas de porta em porta e, posteriormente, abrindo uma loja física em Palmas, no Tocantins.

Na época, grande parte das vendas era feita no modelo fiado, o que trouxe dificuldades crescentes de cobrança e gestão. O desgaste desse formato levou à decisão de mudar de segmento.

A oportunidade surgiu em 2014, quando assumiu uma academia em uma região impactada por obras da Copa do Mundo.

Para atuar de forma profissional, Thamy cursou Educação Física e passou a ser responsável técnica do negócio. Com o tempo, consolidou a operação, diversificou receitas com uma loja de moda fitness (posteriormente convertida em locação de espaços) e construiu uma base relevante de alunos.

A capacidade de adaptação ficou ainda mais evidente durante a pandemia. Com a academia fechada poucos meses após a inauguração no endereço anterior, a empresária criou uma alternativa pouco convencional: passou a alugar equipamentos como esteiras, bicicletas e kits de treino para uso em casa.

A operação exigia logística intensa, incluindo desmontagem e transporte de equipamentos, mas garantiu a continuidade do negócio e, em alguns momentos, chegou a gerar mais receita do que o modelo tradicional.

Oportunidades em vista para expandir

Com a operação estabilizada, veio o movimento de expandir o negócio. A academia foi transferida para um espaço maior, com melhor estrutura e potencial de dobrar o faturamento.

No entanto, a mudança trouxe uma combinação de custos elevados e receitas abaixo do esperado.

Durante a transição, foi necessário arcar com dois aluguéis simultaneamente, além de investir na reforma de dois imóveis.

Fora isso, a necessidade da compra de novos equipamentos, muitos deles no cartão de crédito.

Ao mesmo tempo, o aumento da concorrência no bairro, com a chegada de novas franquias, pressionou a captação de alunos, criando um descompasso entre custos e receitas.

Diante desse cenário, a virada começou com uma revisão estratégica do negócio. Em parceria com o Sebrae, Thamy estruturou um novo plano de crescimento baseado em mensalidades com cobrança recorrente, modelo que aumenta a previsibilidade de receita e tende a reduzir a inadimplência.

A meta era atingir cerca de 200 alunos ativos, número suficiente para cobrir os custos da operação e garantir estabilidade financeira.

Hoje, a academia opera com uma estrutura ampla e equipe enxuta, formada por profissionais de Educação Física, além de uma funcionária dedicada à limpeza.

A própria empreendedora segue à frente da gestão técnica e financeira, utilizando sistemas de controle combinados com planilhas detalhadas. Também mantém fontes complementares de receita, como o aluguel de salas dentro da academia, ajudando a diluir custos fixos.

O ponto de inflexão financeiro veio com o acesso a crédito estruturado, que permitiu quitar dívidas acumuladas no cartão de crédito, especialmente aquelas contraídas durante a expansão, e reorganizar o fluxo de caixa.

Foram R$ 117 mil adquiridos pelo Fundo de Impacto Estímulo, que além de orientar o que fazer, ajudou com capacitação. Com isso, a empresária ganhou fôlego para implementar as mudanças estratégicas e sustentar a retomada do negócio.

A história da L A Fitness ilustra um movimento comum no empreendedorismo: crescer rápido pode gerar desequilíbrios, mas ajustes estratégicos combinados com acesso inteligente a crédito podem transformar um momento de pressão em uma nova fase de crescimento mais sólido e previsível.

Este conteúdo foi produzido pelo Fundo de Impacto Estímulo - que apoia pequenos empreendedores brasileiros com crédito facilitado, capacitação e conexões - em parceria com a EXAME. Para saber mais sobre o Estímulo visite o site do projeto. Leia aqui todas as reportagens já publicadas.

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