Redação Exame
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 17h13.
Última atualização em 10 de fevereiro de 2026 às 17h47.
Em vez de apostar em planos extensos ou projeções otimistas, Jacqueline DeStefano-Tangorra decidiu fazer algo mais direto. Testar. Antes de contratar funcionários, buscar investidores ou estruturar uma operação complexa, ela colocou sua expertise à prova no mercado real. O resultado veio rápido. Em apenas um mês, o negócio faturou US$ 33 mil.
A experiência contrariou a lógica tradicional de crescimento acelerado. Em vez de escalar primeiro e validar depois, Jacqueline escolheu ouvir os sinais do mercado antes de se comprometer financeiramente.
Hoje, sua empresa de consultoria em dados e inteligência artificial registra faturamento mensal de seis dígitos. As informações são de Entrepreneur.
Ainda na casa dos vinte anos, Jacqueline acumulava uma trajetória sólida em projetos de dados e IA. Atuou como consultora de tecnologia em uma das Big Four, assessorando grandes organizações em decisões estratégicas, sistemas corporativos e implementação tecnológica em larga escala.
Apesar do aprendizado intenso, a inquietação crescia. A dúvida era simples, mas estratégica. Havia demanda fora do modelo tradicional de consultoria? Em vez de abandonar a carreira ou investir pesado em uma nova empresa, ela optou por um caminho de menor risco financeiro.
A plataforma Upwork se tornou o campo de testes. Ali, ela avaliou se clientes estavam dispostos a pagar, renovar contratos e recomendar seus serviços. Segundo Jacqueline, esse comportamento era o verdadeiro indicador de valor.
A experiência prévia em ambientes corporativos de alta pressão influenciou não apenas o modelo de negócio, mas também as decisões financeiras. Jacqueline foi seletiva sobre clientes, projetos e ritmo de crescimento.
Ao recusar demandas que exigiam envolvimento pessoal constante ou comprometiam a estrutura da empresa, ela abriu mão de receita no curto prazo para proteger a sustentabilidade no longo prazo. Essa disciplina ajudou a construir um negócio menos vulnerável a picos de demanda e sobrecarga operacional.
Com o avanço da inteligência artificial generativa, a empresa ganhou visibilidade nacional e passou a ser convidada para eventos e fóruns estratégicos. Ainda assim, a abordagem segue cautelosa. O foco está em aplicar tecnologia onde ela gera retorno financeiro real, eficiência operacional e vantagem competitiva mensurável.
Para Jacqueline, o crescimento não está ligado apenas à inovação, mas à capacidade de alinhar estratégia, valores e estrutura financeira. O princípio segue o mesmo desde o primeiro mês. Testar antes de escalar, ouvir o mercado e construir sistemas que sustentem o crescimento sem comprometer a integridade do negócio.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.
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