Negócios

5 coisas que você precisa saber sobre a Ternium, que quer parte da Usiminas

Companhia já teve a Usiminas como acionista até bem pouco tempo atrás e é sócia de Nippon Steel no México

Ternium: companhia é sócia da Nippon Steel no México (Divulgação)

Ternium: companhia é sócia da Nippon Steel no México (Divulgação)

Daniela Barbosa

Daniela Barbosa

Publicado em 28 de novembro de 2011 às 15h00.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo – Conforme antecipado pelo blog Faria Lima, de EXAME, a Ternium está mesmo interessada em comprar a participação da Camargo Corrêa e Votorantim na Usiminas. Todos os envolvidos nos negócios já confirmaram que existem conversas em andamento para que um acordo seja fechado.

A relação entre as duas companhias, no entanto, não é recente. Até fevereiro deste ano, a companhia brasileira possuía participação relevante na Ternium, que por sua vez é sócia da japonesa Nippon Steel, uma das donas também da Usiminas.

Veja, a seguir, 5 coisas que você deve saber sobre a Ternium, a mais forte candidata a se tornar acionista na Usiminas:

1 - Origem: “Três Eternas”

A Ternium nasceu da fusão da argentina Siderar, da venezuelana Sidor e da mexicana Hylsa em 2005. O nome, em latim, significa Três Eternas (Ter Eternium) em referencias às empresas.

A companhia figura entre as maiores produtoras de aços da América Latina. A Ternium tem como principal acionista o grupo Techint, com 62% das ações da companhia. 

2 – O que ela produz?

A Ternium é uma das maiores produtoras de aços longos e planos da América Latina.

Com portfólio amplo de produtos siderúrgicos, a companhia possui unidades de produção na Argentina, México, Colômbia e Estados Unidos.

A  companhia tem capacidade de produção de mais de 30 milhões de toneladas por ano. 


3 – Relação com a Usiminas é antiga

A Usiminas já teve uma participação relevante na Ternium no passado, que foi desfeita em fevereiro deste ano. A brasileira possuía quase 15% do capital da Ternium.

A Ternium recomprou, por 1, 03 bilhão de dólares, todas as ações em poder da Usiminas, no início deste ano.

4 – Queda no lucro no terceiro trimestre

A valorização do dólar não impactou apenas os resultados financeiros das companhias brasileiras. No terceiro trimestre, a Ternium registro queda de 88% no lucro na comparação com o mesmo período de 2010, somando pouco mais de 23 milhões de dólares.

O resultado ruim, segundo a companhia, foi reflexo da variação cambial. Apesar disso, o ativo circulante da Ternium até setembro somou mais de 5,5 bilhões de dólares, montante que indica fôlego suficiente para comprar a fatia cobiçada na Usiminas.

5 – Sócia também da Nippon Steel

Se realmente comprar a participação na Usiminas, a Ternium e a Nippon Steel serão novamente parceiras. Isso porque, as duas companhias possuem sociedade em uma fábrica de aços galvanizados no México, que abastece a indústria automobilística do país.

A parceria foi firmada em outubro do ano passado. A Ternium possui 51% de participação, já a Nippon Steel 49%.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasSiderúrgicasSiderurgiaSiderurgia e metalurgiaUsiminasEmpresas japonesasFusões e AquisiçõesVotorantimCamargo CorrêaNippon SteelTerniumConstrução civil

Mais de Negócios

Inovação de SC que já movimentou R$ 804 mil alia boa mesa e conta menor

Um dos principais escritórios de investimento do Nordeste escolhe BTG Pactual para seguir expansão

Seu próximo talento pode estar fora da sua bolha

Com 230 lojas, rede de cafeterias muda estratégia de expansão para chegar aos R$ 115 milhões