5 coisas que você precisa saber sobre a Ternium, que quer parte da Usiminas

Companhia já teve a Usiminas como acionista até bem pouco tempo atrás e é sócia de Nippon Steel no México

São Paulo – Conforme antecipado pelo blog Faria Lima, de EXAME, a Ternium está mesmo interessada em comprar a participação da Camargo Corrêa e Votorantim na Usiminas. Todos os envolvidos nos negócios já confirmaram que existem conversas em andamento para que um acordo seja fechado.

A relação entre as duas companhias, no entanto, não é recente. Até fevereiro deste ano, a companhia brasileira possuía participação relevante na Ternium, que por sua vez é sócia da japonesa Nippon Steel, uma das donas também da Usiminas.

Veja, a seguir, 5 coisas que você deve saber sobre a Ternium, a mais forte candidata a se tornar acionista na Usiminas:

1 - Origem: “Três Eternas”

A Ternium nasceu da fusão da argentina Siderar, da venezuelana Sidor e da mexicana Hylsa em 2005. O nome, em latim, significa Três Eternas (Ter Eternium) em referencias às empresas.

A companhia figura entre as maiores produtoras de aços da América Latina. A Ternium tem como principal acionista o grupo Techint, com 62% das ações da companhia. 

2 – O que ela produz?

A Ternium é uma das maiores produtoras de aços longos e planos da América Latina.

Com portfólio amplo de produtos siderúrgicos, a companhia possui unidades de produção na Argentina, México, Colômbia e Estados Unidos.

A  companhia tem capacidade de produção de mais de 30 milhões de toneladas por ano. 


3 – Relação com a Usiminas é antiga

A Usiminas já teve uma participação relevante na Ternium no passado, que foi desfeita em fevereiro deste ano. A brasileira possuía quase 15% do capital da Ternium.

A Ternium recomprou, por 1, 03 bilhão de dólares, todas as ações em poder da Usiminas, no início deste ano.

4 – Queda no lucro no terceiro trimestre

A valorização do dólar não impactou apenas os resultados financeiros das companhias brasileiras. No terceiro trimestre, a Ternium registro queda de 88% no lucro na comparação com o mesmo período de 2010, somando pouco mais de 23 milhões de dólares.

O resultado ruim, segundo a companhia, foi reflexo da variação cambial. Apesar disso, o ativo circulante da Ternium até setembro somou mais de 5,5 bilhões de dólares, montante que indica fôlego suficiente para comprar a fatia cobiçada na Usiminas.

5 – Sócia também da Nippon Steel

Se realmente comprar a participação na Usiminas, a Ternium e a Nippon Steel serão novamente parceiras. Isso porque, as duas companhias possuem sociedade em uma fábrica de aços galvanizados no México, que abastece a indústria automobilística do país.

A parceria foi firmada em outubro do ano passado. A Ternium possui 51% de participação, já a Nippon Steel 49%.

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